Greve dos caminhoneiros poderia causar um 'desastre ambiental' com a morte de aves e suínos

Associação Brasileira de Proteína Animal diz que situação dos animais é emergencial

por Encontro Digital 28/05/2018 11:52

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(foto: Pixabay)
Em documento divulgado no domingo, dia 27 de maio, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) alerta que é emergencial o fornecimento de alimento para as aves, suínos e para o gado.

Desde o início da greve dos caminhoneiros no Brasil, que completou sete dias no domingo (27), o fluxo de entrega de ração foi praticamente interrompido e mais de um bilhão de aves e 20 milhões de suínos estão recebendo alimentação insuficiente. Por causa disso, de acordo com a ABPA, já foram sacrificados de 64 milhões de aves, entre frangos e pintos recém-nascidos.

"Precisamos salvar essas aves e esses suínos. Mais importante, temos de prevenir um problema ambiental e de saúde pública. Se essas aves e suínos começarem a morrer [por falta de alimentação], será um desastre para o país. Precisamos pedir aos caminhoneiros que deixem passar a comida. Caso contrário, vai penalizar a mesa dos brasileiros", afirma Ricardo Santin, diretor executivo da ABPA, em coletiva de imprensa realizada em Brasília (DF).

Exportações

Segundo ele, a situação é "absolutamente emergencial". "Onde você coloca um milhão de aves mortas? Pode contaminar o lençol freático, transmitir doenças. Estamos no limite de um desastre ambiental. Não podemos ficar mais três dias sem ração", reclama o executivo.

Mais cedo no domingo (27), a associação havia emitido uma nota informando que milhares de toneladas de alimentos estão prestes a perder a validade. Ainda segundo a ABPA, que representa 150 empresas no país, 160 plantas frigoríficas de aves e suínos estão paradas e mais de 24 mil trabalhadores estão com atividades suspensas.

A organização alerta também que cerca de 100 mil toneladas de carne de aves e de suínos deixaram de ser exportadas na última semana, o que poderá causar impacto de US$ 350 milhões na balança comercial. No geral, de acordo com Ricardo Santin, as empresas do setor já somam mais de R$ 3 bilhões em prejuízos desde o início da paralisação dos caminhoneiros.

(com Agência Brasil)

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