Segundo Temer, poderão ser usadas forças federais para liberar as rodovias

Presidente diz que caminhoneiros 'radicais' não estão cumprindo o acordo que poria fim à greve

por Encontro Digital 25/05/2018 14:20

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Antônio Cruz/Agência Brasil/Divulgação
(foto: Antônio Cruz/Agência Brasil/Divulgação)
O governo federal autorizou o uso de forças federais de segurança para liberar as rodovias bloqueadas pelos caminhoneiros caso o movimento não devolva as estradas brasileiras. O anúncio foi feito no início da tarde desta sexta, dia 25 de maio, pelo presidente Michel Temer, em pronunciamento realizado no Palácio do Planalto. A decisão foi tomada após uma reunião no Gabinete de Segurança Institucional, que contou com a participação de ministros e do próprio presidente.

"Quero anunciar um plano de segurança imeadiato para acionar as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos governadores que façam o mesmo. Não vamos permitir que a população fique sem os gêneros de primeira necessidade, que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas e crianças fiquem sem escolas. Quem bloqueia estradas de maneira radical será responsabilizado. O governo tem, como tem sempre, a coragem de dialogar; agora terá coragem de usar sua autoridade em defesa do povo brasileiro", afirma Temer.

Na quinta (24), os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Eduardo Guardia (Fazenda) e Carlos Marun (Secretaria de Governo) anunciaram acordo para suspensão dos protestos da categoria por 15 dias. Depois desse prazo, as partes voltariam a se reunir. Porém, nesta sexta (25), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que ainda não registra desmobilização de pontos de manifestação de caminhoneiros nas rodovias do país.

No pronunciamento, Michel Temer diz que uma "minoria radical" está impedindo que muitos caminhoneiros cumpram o acordo e voltem a transportar mercadorias. O presidente enfatiza que o governo atendeu às principais demandas da categoria. "O acordo está assinado e cumpri-lo é naturalmente a melhor alternativa. O governo espera e confia que cada caminhoneiro cumpra seu papel".

A decisão de suspender a paralisação não foi unânime. Das 11 entidades do setor de transporte, em sua maioria caminhoneiros, que participaram do encontro de quinta (24), duas delas, a União Nacional dos Caminhoneiros e a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam, que representa 700 mil trabalhadores) recusaram a proposta.

Nesta sexta, a Abcam divulgou uma nota à imprensa, afirmando que, ao contrário de outras entidades, "que se dizem representantes da categoria, a Abcam, não trairá os caminhoneiros". "Continuaremos firmes com pedido inicial: isenção da alíquota PIS/Cofins sobre o diesel, publicada no Diário Oficial da União", diz o texto.

(com Agência Brasil)

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