Nova galáxia muda a teoria da formação das estrelas

A MACS1149-JD1 surgiu 'pouco depois' do Big Bang

por João Paulo Martins 21/05/2018 16:48

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Alma/Nasa/ESA/Hubble Space Telescope/Divulgação
A galáxia MACS1149-JD1, no destaque, surgiu "pouco depois" do Big Bang, mudando a ideia que se tinha sobre a época em que as estrelas se formaram no Universo (foto: Alma/Nasa/ESA/Hubble Space Telescope/Divulgação)
Logo que ocorreu o Big Bang – entre 13,3 e 13,9 bilhões de anos atrás –, não havia oxigênio no jovem Universo em expansão. Com isso, as estrelas precisavam nascer antes que esse gás existisse, já que ele viria a ser formado por processos de fusão decorrentes da "morte" estelar. Agora, pesquisadores da Universidade College de Londres, na Inglaterra, usando os telescópios Alma (Atacama Large Millimeter Array), que fica no norte do Chile, e o Very Large Telescope, no Observatório Europeu do Sul (ESO), encontraram oxigênio ionizado em uma jovem galáxia, a MACS1149-JD1, que surgiu "apenas" 500 milhões de anos após a explosão que originou o Universo. Essa descoberta mostra que as estrelas foram criadas muito, muito mais cedo do que se pensava anteriormente.

"Esta galáxia é vista numa época em que o Universo tinha 'apenas' 500 milhões de anos e, no entanto, já possuía uma população de estrelas maduras", comenta o cientista Nicolas Laporte, principal autor do estudo, no artigo de divulgação da descoberta. "Portanto, somos capazes de usar essa galáxia para investigar um período anterior e completamente não mapeado da história cósmica", completa o pesquisador europeu.

A questão, então, é saber quando as primeiras estrelas se formaram após o Big Bang. A equipe da Universidade College de Londres usou a radiação infravermelho emitida pela MACS1149-JD1 e capturada pelos telescópios espaciais Hubble e Spitzer para medir o brilho que ela produzia. A partir dessa análise, os pesquisadores concluíram que a jovem galáxia teria se formado no início do Universo, "apenas" 250 milhões de anos após o Big Bang.

Os cientistas há muito se perguntam quando ocorreu o "amanhecer cósmico", momento em que as primeiras galáxias se tornaram brilhantes e o Universo não estava mais encoberto pelas "trevas profundas". A nova descoberta ajudará os pesquisadores a determinarem quando isso pode ter acontecido e, especificamente, saber se pode ter ocorrido antes do que constam nas teorias atuais.

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