Novo vírus encontrado em porcos pode ser capaz de infectar humanos

O delta coronavírus preocupa os cientistas por ser capaz de gerar uma epidemia em escala global

por João Paulo Martins 15/05/2018 17:44

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(foto: Pixabay)
Um vírus novo, que causa uma infecção grave em porcos, com diarreia e vômito, pode ser capaz de invadir as células humanas e de outros animais, levando a possíveis epidemias, como o surto da "vaca louca" (doença neurodegenerativa) em 2003, transmitido pela carne contaminada; e da gripe aviária, causada pelo vírus Influenza, subtipo H5N1, em 2005.

Investigadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, e da Universidade de Utrecht, na Holanda, foram os primeiros a identificar, em 2012, o tipo delta do coronavírus (micro-organismo que costuma causar resfriado) em porcos criados na China. Porém, só agora a doença atingiu animais jovens nos Estados Unidos e em outros países, causando diarreia aguda e vômitos. A informação foi divulgada pela agência portuguesa de notícias Lusa.

A doença, que pode ser fatal, não foi encotnrada, ainda, em nenhum ser humano, mas essa possibilidade preocupa os cientistas. Veterinários também estão em alerta com o novo vírus, já que é semelhante a outros perigosos que contaminaram animais no passado recente.

Em comunicado enviado à imprensa, os pesquisadores explicam que a propagação entre espécies depende da capacidade do vírus de se ligar a receptores presentes nas células do animal hospedeiro. "Um receptor é como uma fechadura. Se o vírus conseguir abri-la, pode entrar na célula e infectar",  afirma o cientista americano Scott Kenney, principal autor do estudo.

Já se sabe que outros coronavírus podem usar receptores celulares presentes nos tratos digestivos e respiratórios de várias espécies animais diferentes.

Embora o único contágio do delta coronavírus tenha ocorrido em células cultivadas em laboratório, o novo micróbio tem a capacidade de se infiltrar em células humanas, de gatos e de galinhas. "Isso não prova que esse vírus consegue infectar e provocar doenças nessas espécies, mas, isso é o que queremos saber, obviamente", acrescenta Scott Kenney.

(com Agência Lusa)

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