Número de endividados cai em Belo Horizonte

Segundo a CDL/BH, foram 4,8% menos dívidas em abril de 2018

por Da redação com assessorias 14/05/2018 11:55

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(foto: Pixabay)
De acordo com o Indicador de Dívidas em Atraso da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), em abril deste ano, o número de famílias endividadas na capital mineira registrou queda de 4,8% na comparação com o mesmo mês de 2017. "A melhora dos indicadores econômicos, possibilitou que parte da população regularizasse suas pendências e quitasse algumas contas atrasadas, reduzindo assim o número de débitos", afirma Bruno Falci, presidente da CDL/BH. Já na variação mensal, entre março e abril deste ano, houve um crescimento de 1,49%.

Na análise por faixa etária, a maioria das dívidas registradas ocorreu entre as pessoas de 65 a 94 anos (5,71%). "As pessoas nesta faixa etária são as responsáveis financeiramente pelas famílias, sentindo mais no bolso os reflexos do aumento do custo de vida. Muitos, inclusive, vivem apenas com a renda da aposentadoria", esclarece o presidente da CDL. Já na abertura da pesquisa por gênero, a queda no número de dívidas foi maior entre os homens (-5,55%), enquanto a redução dos débitos entre as mulheres foi de -5,42%.

A maioria dos consumidores, que ainda estão inadimplentes, são os com idade entre 40 e 84 anos (+8,71%). Enquanto entre as pessoas mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, ocorreu um decréscimo de -24,46%. Segundo a CDL/BH, isso se justifica pela entrada tardia dos jovens no mercado de trabalho e pela dependência financeira. A análise segmentada por gênero mostra que a inadimplência entre as mulheres (-0,37%), mesmo apresentando decréscimo, está em menor intensidade de queda, do que em relação aos homens (-1,4%).

Empresas inadimplentes

Em abril de 2018 houve crescimento de 6,8% no número de pessoas jurídicas inadimplentes, na comparação com o mesmo mês de 2017. Na comparação mensal (março a abril), houve um crescimento de 1,86% no número de pessoas jurídicas inadimplentes em Belo Horizonte. O indicador vem apresentando decréscimo em relação a 2017 (8,94%). "A economia já dá sinais de melhora consistentes. Alguns setores retomaram as vendas e as taxas de juros cederam, tornando a renegociação de dívidas menos onerosa", comenta Bruno Falci.

O setor de serviços permanece sendo o com a maior quantidade de empresas devedoras. Na comparação anual, ou seja, entre abril de 2017 e abril de 2018, esse segmento registrou alta de 8,64%. Os demais segmentos comportaram-se da seguinte forma: comércio ( 5,41%); indústria ( 4,31%) e outros ( 3,21%). Apenas o segmento da agricultura registrou queda (-2,17%) na inadimplência.

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