Eliseu Padilha afirma que Reforma da Previdência ainda pode sair este ano

O ministro da Casa Civil diz que governo não desistiu de votar a medida em 2018

por Encontro Digital 14/05/2018 16:48

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Elza Fiúza/Agência Brasil/Divulgação
(foto: Elza Fiúza/Agência Brasil/Divulgação)
Em entrevista coletiva concedida nesta segunda, dia 14 de maio, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, comenta que "não está extinta" a possibilidade de o governo brasileiro tentar aprovar ainda este ano a Reforma da Previdência.

"Não conseguimos levar a cabo a Reforma da Previdência. Por enquanto, pelo menos. Porque ainda temos ainda até 31 de dezembro e essa possibilidade não está extinta, em que pese tenhamos tido dificuldade. E essa é a reforma da reformas no que diz respeito ao ajuste fiscal", afirma Padilha após participar de evento do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), em Brasília (DF).

O ministro da Casa Civil lembra que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro impede a votação da reforma no Congresso Nacional, mas pode ser pactuada uma suspensão temporária para colocar a medida em votação.

Eliseu Padilha lembra que o déficit da Previdência no ano passado foi de R$ 268 bilhões e este ano deve ficar em torno de R$ 300 bi. Segundo ele, esse gasto crescente compromete os investimentos no Brasil. "Na medida em que cresce a despesa com a Previdência, se reduzem os investimentos. Primeiro os investimentos em obras, mas daqui a pouco os investimentos na saúde, na educação. Coisa que é absolutamente inimaginável", afirma.

Questionado por jornalista se Temer pode procurar o candidato eleito para ocupar a presidência da república para tentar aprovar ainda este ano a reforma, Padilha considera "possível", mas não sabe se é "provável". Ainda conforme o ministro, ele não vê nos pré-candidatos muita vontade em discutir o tema da Previdência.

Em entrevistas recentes, Michel Temer chegou a comentar que essa reforma não saiu da pauta política do país e afirmou que "não é improvável que venhamos a pensar nela ainda no final deste ano".

(com Agência Brasil)

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