Quase a totalidade das pessoas navega na internet e vê TV ao mesmo tempo

Segundo pesquisa, 95% dos brasileiros conectados na web fazem isso

por Encontro Digital 16/05/2018 08:44

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(foto: Pixabay)
Ficar com a TV acesa enquanto navega na internet é um hábito comum para muitos brasileiros. Segundo pesquisa do Instituto Ibope Conecta, divulgada na terça, dia 15 de maio, 95% dos brasileiros conectados à rede mundial de computadores têm essa prática como parte do cotidiano. Em 2015, quando houve levantamento semelhante, o índice era de 88%.

Esse hábito se dá principalmente pelo celular. Dos entrevistados, 81% afirmaram usar um dispositivo móvel para navegar e ver televisão simultaneamente. Na edição anterior do estudo, o índice era de 65%. Já o computador de mesa perdeu espaço. O percentual de pessoas que dividem a atenção entre esse equipamento e a televisão caiu de 28% para 16% na comparação entre as duas pesquisas.

Mas, o que fazem as pessoas enquanto assistem TV? Segundo o levantamento, a maioria acessa redes sociais (53%), como Facebook, WhatsApp e Instagram. Uma parcela menor (44%) aproveita para navegar passando o tempo durante os comerciais. Além destes, 34% disseram usar o tempo para resolver outras coisas e 9% relataram usar a web para interagir com a transmissão.

A pesquisa foi realizada em abril e entrevistou dois mil brasileiros que acessam a internet. A amostra abrangeu pessoas das classes A, B, C e D de todas as regiões do Brasil.

Multitarefa?

Na avaliação do professor Alberto Marques, da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), esse fenômeno é estimulado pela disseminação dos smartphones entre os brasileiros e pelo crescimento do acesso à internet no país. Além disso, há uma mudança de hábitos em que pessoas cada vez mais desempenham atividades diversas enquanto acessam a web, reforçando a lógica da "multitarefa".

O docente acredita que a possibilidade de conexão, como mostra a pesquisa, envolve atividades diversas. Mas destaca que as empresas do segmento audiovisual devem buscar contemplar essas práticas para não ficarem para trás no mercado. "Certamente os produtores da indústria estão atentos ao movimento, que não é novo, e tem produzido trabalhos que buscam dar conta desse tipo de apropriação. As instituições que não estão preocupadas com esse tipo de postura estão perdendo audiência e sofrendo as consequências disso", comenta Alberto Marques.

Na avaliação de Sérgio Kern, do Sindicato Nacional de Empresas de Telefonia e Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), ainda há espaço para crescimento do acesso à internet e, consequentemente, da prática de agregar a navegação ao hábito de assistir à TV.

"A gente sabe que houve crescimento grande de compras de smartphone, mas tem espaço para agregar mais este tipo de equipamento para a população. Além do mais, há toda questão de desenvolvimento tecnológico, de facilidades e da potencialização do uso da internet. Há uma convergência para comunicação com audiovisual, emissoras de TV e internet. Isso tudo colabora para que haja um consumo maior online e ele convivendo com as diversas mídias", afirma Kern.

(com Agência Brasil)

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