Para Taffarel, árbitro de vídeo vai gerar mais pênaltis na Copa da Rússia

Ex-goleiro da Seleção Brasileira diz que seus colegas serão mais exigidos

por Encontro Digital 22/05/2018 16:48

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Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação
(foto: Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação)
Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça, dia 22 de maio, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), o preparador de goleiros da Seleção Brasileira Cláudio Taffarel, campeão da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, acredita que o uso inédito do árbitro de vídeo no Mundial da Rússia poderá aumentar o número de pênaltis, exigindo ainda mais dos goleiros.

"A gente vê uns lances em que foi pênalti e o juiz não viu, mas com a prova da televisão, provavelmente aconteçam mais pênaltis. Então a gente vai ter que se preparar bastante mesmo. Nós vamos focar muito nesta questão, porque vai ser importante durante a Copa", comenta Taffarel, ao lado do outro preparador de goleiros da seleção, Rogério Maia.

Rogério aproveitou para lembrar que o futebol moderno mudou muito nos últimos anos e, atualmente, a participação do goleiro não é exclusivamente defender o gol, mas jogar bastante com os pés, armando jogadas e fazendo a ligação rapidamente com os jogadores de meio-campo.

"Com a evolução do futebol mundial, o número de participação do goleiro com os pés é muito elevado, em comparação com décadas anteriores. Antigamente o goleiro tinha de bater um tiro de meta, fazer uma reposição, hoje em dia ele é acionado muito com bolas recuadas, com passes curtos, de média e de longa distância", afirma Rogério.

Titular "iluminado"

Na coletiva, Taffarel fez elogios ao goleiro Alisson, do Roma e titular da Seleção, a quem classifica como "iluminado", e afirma que o segundo goleiro será mesmo Ederson, do Manchester City, mas frisa que a posição poderá mudar, dependendo do condicionamento de Cássio, do Corinthians, atualmente o terceiro na posição.

"A definição final é do Tite. O Alisson e o Ederson sempre estavam na lista. Consequentemente, seriam o primeiro e o segundo. O Cássio se juntou a este grupo. Isso não quer dizer que chega aqui como terceiro e não pode ser um primeiro. Tudo depende do trabalho, da continuidade, do que eles vão produzir aqui dentro. É lógico que o Alisson, pela sequência de jogos que fez, pelo trabalho no Roma, acho que ele está entre os melhores goleiros do mundo, vai ter a vantagem de ser considerado o titular, mas depende dele mostrar isso até a nossa estreia na Copa", comenta Taffarel, que teve participação fundamental na conquista do tetracampeonato pelo Brasil em 1994, na final contra a Itália.

(com Agência Brasil)

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