Temer ainda acredita ser possível votar Reforma da Previdência em 2018

Presidente afirma que poderia suspender a intervenção militar no Rio para a votação da PEC

por Encontro Digital 08/05/2018 11:58

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Lula Marques/AGPT/Fotos Pùblicas/Divulgação
(foto: Lula Marques/AGPT/Fotos Pùblicas/Divulgação)
Em entrevista para a rádio CBN, na noite de segunda, dia 7 de maio, o presidente Michel Temer afirmou que poderia suspender a intervenção federal na área da segurança pública que ocorre atualmente no Rio de Janeiro se houver clima político após as eleições para aprovar a Reforma da Previdência no Congresso Nacional ou caso os parlamentares queiram colocar em votação o fim do foro privilegiado para diversas autoridades. Ambas as matérias são Propostas de Emenda à Constituição (PEC), tipo de projeto que não pode ser votado enquanto a intervenção estiver em vigor.

Segundo Temer, a intervenção "pode ser interrompida" antes do dia 31 de dezembro, prazo previsto no decreto para seu fim, "se realmente der todos os resultados". Ele afirma que seria "muito útil" que o próximo presidente do Brasil assumisse o cargo no ano que vem com a Reforma da Previdência aprovada.

"Eu tenho talvez chance de votar ainda. Nós temos a intervenção que você não sabe até quando vai. Vamos supor que até setembro as coisas no Rio de Janeiro melhorem. Vamos analisar a conjuntura política quando se derem as eleições [em outubro]. Se lá, as coisas estiverem no rumo certo, podemos suspender. Eu gostaria até de entregar o governo, se vier a entregá-lo, nessas condições. A intervenção não é para todo sempre. Se for assim, chamarei o novo governador eleito do Rio, o novo presidente, e vou conversar com eles", diz o peemedebista à CBN.

A intervenção no estado foi decretada por Temer e autorizada pelo Congresso Nacional há quase três meses, quando foi nomeado interventor o general Walter Braga Netto, que substitui as atribuições do governador apenas na área da segurança pública. De acordo com a Constituição, enquanto intervenções estiverem em vigor, os parlamentares não podem aprovar emendas constitucionais.

Na entrevista, Michel Temer disse não ter dúvida de que os deputados e senadores votariam a Reforma da Previdência antes do próximo governo. Segundo o presidente, as denúncias apresentadas contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR) impediram a aprovação da reforma, mas o tema não saiu da pauta política. Em fevereiro deste ano, Temer já havia admitido a possibilidade de insistir na reforma a partir de outubro.

(com Agência Brasil)

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