Vida extraterrestre pode existir em um dos universos paralelos, segundo estudo

Cientistas descobriram que em alguma parte do 'multiverso' pode haver condições para sustentar a vida

por João Paulo Martins 15/05/2018 08:43

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The Eagle Project/Reprodução
Usando o projeto Eagle, um simulador de universos, cientistas descobriram que as leis fundamentais da Física dão condições para a existência de vida em algum mundo do "multiverso" (foto: The Eagle Project/Reprodução)
Até hoje, cientistas não conseguiram chegar a uma conclusão sobre a possibilidade de vida fora da Terra. Mas, com a nova teoria de que nosso Universo é apenas um entre muitos – faz parte do chamado "multiverso" – fez com que pesquisadores da Universidade de Durham, no Reino Unido, e das universidades Western Sydney e da Austrália Ocidental, ambas da Austrália, demonstrassem que esses outros universos podem, de fato, abrigar condições para sustentar vida.

"A teoria do multiverso sugere que o nosso Universo é apenas um dos muitos outros, 'bebês', que nasceram como bolhas em um mundo maior, com uma ampla gama de leis da Física e de constantes fundamentais. Apenas uma pequena fração dos universos "bebês" nasceu de tal forma que eles têm a quantidade certa de energia escura [força que supostamente atua na expansão do Universo] para serem 'convidativos' para a vida", comenta o pesquisador Jaime Salcido, do Instituto de Cosmologia Computacional da Universidade de Durham, em entrevista à revista americana Newsweek.

Ainda conforme o cientista, as condições para o surgimento de vida parecem depender de um pequeno número de leis fundamentais da Física, como a força da gravidade e a quantidade de energia escura. "A formação de estrelas e galáxias é o resultado de um 'cabo-de-guerra' entre esses valores: a gravidade fazendo com que a matéria se agregue; enquanto a energia escura faz com que o Universo se separe", afirma Salcido.

Teorias anteriores sobre a origem do nosso Universo previam a presença de muito mais energia escura do que os cientistas acham que existe; as melhores estimativas sugerem que essa energia teórica compõe cerca de 70% de toda força que atua no espaço sideral.

Se o nosso Universo tivesse mais energia escura, haveria uma expansão tão rápida que a matéria seria diluída, a ponto de não formar planetas, estrelas ou galáxias – o que significa que os humanos, juntamente com todas as outras formas de vida, nunca teriam evoluído. É por isso que alguns cientistas propuseram a teoria do multiverso: como uma explicação para a quantidade "especial" de energia escura presente em nosso Universo.

Para entender melhor essa proposição, os pesquisadores britânicos e australianos fizeram uso de uma das mais realistas simulações computacionais do Universo observável: o projeto Eagle (Evolution and Assembly of Galaxies and their Environments ou Evolução e Montagem de Galáxias e seus Ambientes, em tradução livre).

Os pesquisadores ajustaram as constantes da Física durante a simulação e descobriram que, mesmo quando somavam 100 vezes mais energia escura do que é proposto em nosso Universo, as formações planetárias e estelares ainda continuavam. Os resultados ainda serão publicados em dois artigos no periódico científico Monthly Notices, da Sociedade Astronômica Real, do Reino Unido.

"Nossas recentes simulações de computador do universo, o projeto Eagle, foram bem sucedidas em explicar muitas propriedades observadas de galáxias em nosso Universo. A pesquisa mostra que, mesmo que houvesse muito mais energia escura, ou mesmo muito pouco, no Universo, então teria apenas um efeito mínimo sobre a formação de estrelas e planetas, levantando a perspectiva de que a vida poderia existir em todo o multiverso", diz Jaime Salcido à Newsweek.

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