Brasil deve passar a fabricar remédios com radioisótopos em 2024

Foi lançada a pedra fundamental da construção do reator multipropósito em São Paulo

por Encontro Digital 08/06/2018 12:52

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(foto: Pixabay)
O presidente Michel Temer lançou nesta sexta, dia 8 de junho, a pedra fundamental da construção do reator multipropósito brasileiro, que integrará os turbogeradores do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica, no Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó, interior de São Paulo.

O reator vai produzir radioisótopos para a fabricação de medicamentos usados no tratamento de doenças nas áreas de cardiologia, oncologia, hematologia e neurologia. "Hoje, somos obrigados a importar fármacos para combater várias doenças, principalmente o câncer. O tratamento fica mais complicado e, naturalmente, mais caro, porque o país depende de fornecedores estrangeiros", comenta Temer.

A construção do equipamento permitirá ao Sistema Único de Saúde (SUS) aumentar os atendimentos de câncer, além de reduzir custos no tratamento, completa o presidente. Com produção nacional, os medicamentos deverão ter preço de custo. A tecnologia permitirá ainda a produção de fontes radioativas para a indústria, agricultura e meio-ambiente. A previsão é que o reator comece a funcionar em 2024.

Serão investidos R$ 750 milhões no projeto do reator multipropósito. O Ministro da Saúde, Gilberto Occhi, explica que a pasta vai investir esse valor até 2022. Neste ano serão liberados R$ 30 milhões. Ele destaca que ao baratear custos com o reator será possível oferecer mais serviços de saúde para a população. "Na prática, significa para a população que vamos realizar diagnóstico mais preciso de doenças como infarto do miocárdio, infecções agudas, demências e embolia pulmonar. Teremos uma das formas mais eficientes de detectar o câncer. Significa ampliação dos serviços de diagnóstico por imagens que permitem visualizar o funcionamento de órgãos e tecidos", afirma Occhi.

Quem também participou do lançamento da pedra fundamental foi o ministro da Defesa Joaquim Silva e Luna. Ele explica que o reator faz parte do programa nuclear da Marinha, voltado apenas para fins pacíficos. "Vale lembrar que o Brasil é um dos países mais atuantes na causa da não proliferação de armas nucleares. O reator terá, além do reator nuclear de pesquisa, toda uma infraestrutura de laboratórios, capazes de realizar testes de verificação dos efeitos da radiação", diz o ministro.

A tecnologia tornará o Brasil referência em medicina nuclear, pois será autossuficiente na produção de radioisótopos. Como o número de reatores desse porte é pequeno em todo o mundo, o Brasil poderá, inclusive, tornar-se exportador do composto radioativo.

(com Agência Brasil)

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