Para que todos tenham saneamento, investimento precisa chegar a R$ 21,6 bilhões anuais

Informação faz parte de levantamento da Confederação Nacional da Indústria

por Encontro Digital 22/06/2018 15:49

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(foto: Pixabay)
Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que, para que todos os brasileiros tenham saneamento básico até 2033, conforme está previsto no Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), é necessário ampliar em 62% o volume de investimentos na área para um patamar próximo a R$ 21,6 bilhões anuais.

De acordo com o levantamento, o investimento insuficiente é o maior vilão para a ampliação da cobertura das redes de esgoto no Brasil. Nos últimos oito anos, a média de recursos aportados no setor foi de R$ 13,6 bilhões.

O mesmo estudo mostra ainda que o serviço prestado pelas companhias privadas tem mais qualidade que o das públicas, e que cada R$ 1 investido dá retorno de R$ 2,5 ao setor produtivo. Além disso, o documento salienta que a ampliação das redes resulta em melhorias na saúde da população.

Metas

Na avaliação da CNI, a meta do Plansab só se tornará possível caso a agenda de saneamento básico seja prioridade do governo federal.

"Caso sejam mantidos os níveis recentes de investimento, a universalização dos serviços será atingida apenas após 2050, com cerca de 20 anos de atraso", afirma Mônica Messenberg, diretora de Relações Institucionais da CNI. Conforme o levantamento da CNI, a experiência internacional sugere que a parceria com o setor privado tem sido fator fundamental para a expansão e aumento da qualidade dos serviços de saneamento.

As concessões e as parcerias público-privadas (PPPs) no setor, no entanto, ainda esbarram em uma série de resistências, a maior parte relacionada aos mitos de que o setor privado só atua em grandes municípios e de que as tarifas privadas são significativamente superiores.

"É mito a ideia de que a participação privada gera aumento significativo das tarifas: o setor privado pratica tarifas de cerca de R$ 0,11 acima das tarifas observadas nas companhias estaduais", informa o estudo.

(com Agência Brasil)

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