Com parada cardíaca, homem permanece consciente durante reanimação

O caso raro e inusitado foi registrado num hospital da Dinamarca

por João Paulo Martins 07/06/2018 14:58

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(foto: Pixabay)
Um caso raríssimo e inusitado foi relatado por médicos dinamarqueses em maio deste ano: um homem teve uma parada cardíaca, mas conseguiu permanecer acordado durante todo o tempo em que os médicos realizavam o procedimento de reanimação cardiorrespiratória. Apesar da tentativa de resssucitação, que durou 90 minutos, o coração do paciente não resistiu e ele acabou falecendo. A informação foi divulgada pelo portal canadense CTV News.

A autópsia revelou que a vítima sofreu uma dissecção aórtica, ou seja, a parede de uma das principais artérias artéria do coração sofre uma ruptura, levando a uma dor súbita e intensa no peito, que se irradia para o pescoço ou para a parte de baixo das costas, gerando ainda perda de consciência e falta de ar, podendo ser fatal.

Segundo o CTV News, a manutenção da consciência durante a reanimação cardiorrespiratória é algo "extremamente raro", mas já foi relatada na literatura médica anteriormente. Em alguns casos, é preciso até fornecer sedação para o paciente com parada cardíaca durante a ressuscitação.

O caso inusitado foi relatado pelo anestesiologista Rune Lundsgaard, do hospital Herlev, de Copenhague, na Dinamarca, numa palestra realizada no congresso médico Euroanesthesia, na segunda, dia 4 de junho, na capital dinamarquesa.

De acordo com Lundsgaard, o homem de 69 anos chegou ao hospital depois de passar três dias com sintomas que pareciam ser ligados à indigestão. Enquanto ele estava sendo admitido na unidade médica, seu coração disparou e, em seguida, parou completamente. A equipe de emergência imediatamente começou a realizar as compressões torácicas enquanto colocavam a máscara de oxigênio nele. Durante a reanimação cardiorrespiratória, os especialistas perceberam que o paciente tinha "um alto nível de consciência, com os olhos abertos e que continuava com o movimento da cabeça e dos membros", conforme relato do anestesiologista.

Os médicos dinamarqueses seguiram com as compressões no tórax e até injetaram várias doses de epinefrina (também conhecida como adrenalina), mas, ainda assim, o coração da vítima não voltou a bater. Uma hora depois, foi realizada uma ultrassonografia da região do coração e surgiu a suspeita de dissecção aórtica – confirmada posteriormente pelo legista.

Aos ouvintes do congresso, Rune Lundsgaard revelou que a decisão de interromper o procedimento de ressuscitação cardiopulmonar levantou sérias questões éticas para a equipe médica, porque mesmo sabendo que o homem provavelmente não sobreviveria, "o paciente ainda estava consciente quando a reanimação foi encerrada".

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