Esqueça a vuvuzela, o instrumento 'oficial' da Copa da Rússia tem dupla 'funcionalidade'

Conheça as chamadas 'colheres da vitória', que ajudarão na torcida pelas seleções do Mundial

por João Paulo Martins 11/06/2018 09:29

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Instagram/russianspoons/Reprodução
Esqueça o polêmico barulho das vuvuzelas: na Copa da Rússia de 2018 o instrumento "oficial" são as "colheres da vitória", bem mais "comportadas" (foto: Instagram/russianspoons/Reprodução)
Quem não se lembra do som "inesquecível" das vuvuzelas, as cornetas que marcaram a Copa do Mundo da África do Sul em 2010? Pois é, no Mundial seguinte, no Brasil, o músico baiano Carlinhos Brown tentou emplacar um outro instrumento para a torcida brasileira, a caxirola, espécie de chocalho, mas acabou não vingando. Desta vez, na Copa da Rússia, que começa na próxima quinta, dia 14 de junho (termina dia 15 de julho), a novidade são as "lozhki pobedy", que, em tradução livre significa "colheres da vitória".

O "instrumento musical" russo, quer consiste em duas colheres unidas por um fixador em forma de V e que se tocam na face convexa, já havia sido usado nas Olimpíadas de Inverno de Sochi, em 2014, e não é nada barulhento se comparado com a vuvuzela sul-africana e mesmo com a caxirola brasileira.

Segundo notícia publicada pelo jornal russo Komsomolskaya Pravda, as "colheres da vitória" têm todas as chances de se tornarem o principal símbolo da Copa da Rússia. "Além de tocar com elas, é possível comer também", diz o texto do periódico.

As "lozhki pobedy" foram inspiradas em um antigo instrumento de percussão russo (colheres de madeira), conforme informação do Komsomolskaya Pravda. O responsável pela criação da nova "queridinha" do Mundial da Rússia foi o empresário Rustam Nugmanov, do Cazaquistão.

Segundo o criador das colheres, junto com sua equipe de engenheiros, foi pensado um design que ajudasse a diminuir o peso e mantivesse a forma aerodinâmica adequada para o som, sem perder a "função original". "Aperfeiçoamos as colheres fazendo com que elas possam ser tiradas do fixador", diz Nugmanov ao jornal russo, após ser questionado se as colheres poderiam ser usadas também como utensílio doméstico.

O empresário cazaque revela ainda que estavam sendo produzidas três mil "colheres da vitória" por mês, mas, agora, com a chegada da Copa do Mundo, essa capacidade de produção passou a ser diária, podendo ser aumentada para até 10 mil.

O problema é que, de acordo com o site oficial do instrumento, ele custa 990 rublos (cerca de R$ 61,14), o que não deve atrair muitos torcedores.

Em relação à forma de usar as "colheres da vitória", Rustam Nugmanov explica que elas podem ser tocadas, principalmente, com as palmãs da mão. "Pode ser com os pés e até com os ombros. E cada vez soa diferente!", diz o empresário ao Rustam Nugmanov.

Assista a um vídeo que mostra o uso do instrumento "oficial" da Copa da Rússia:


Abaixo, relembre o som inconfundível da vuvuzela:


E, agora, Carlinhos Brown apresenta a caxirola num programa de TV:


(com Agência Sputnik)

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