Inflação maior e crescimento menor do Brasil é a previsão do mercado

Estimativa das instituições ouvidas pelo BC não é tão animadora

por Encontro Digital 25/06/2018 11:30

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(foto: Pixabay)
Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) continuam reduzindo a projeção de crescimento da economia brasileira e estimam aumento da inflação. A projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,88% para 4% neste ano – sexta alta consecutiva. Para 2019, a estimativa segue em 4,10%.

Mesmo com o aumento nas projeções, as estimativas seguem abaixo da meta do governo, de 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6% para este ano. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão vinculado ao Banco Central, foi decidido pela manutenção da Selic em 6,5% ao ano.

Para as instituições financeiras, a taxa básica de juros deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Do contrário, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa de juros, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

Atividade econômica

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia continua sendo reduzida. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) (a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) passou de 1,76% para 1,55% na oitava redução seguida.

A previsão de crescimento do PIB para 2019 caiu, pela terceira vez consecutiva, ao passar de 2,70% para 2,60%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar passou de R$ 3,63 para R$ 3,65 no fim deste ano, e permanece em R$ 3,60 para o fim de 2019.

(com Agência Brasil)

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