Jairzinho tem certeza que o Brasil pode trazer o hexa da Rússia

O craque da Seleção de 1970 fala sobre o time comandado por Tite

por Encontro Digital 12/06/2018 17:48

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Tânia Rêgo/Agência Brasil/Divulgação
O ex-jogador Jairzinho, craque da Seleção Brasileira de 1970, diz que o Brasil comandado por Tite tem tudo para trazer a taça da Copa da Rússia (foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Divulgação)
Não é segredo para ninguém que a Seleção Brasileira, comandada por Tite, é uma das favoritas à conquista da Copa do Mundo da Rússia de 2018, ao lado de Alemanha, França e Espanha. Mas, quando a previsão do hexacampeonato vem da boca do ex-jogador Jairzinho, a caoisa muda. Ele ficou conhecido como o Furacão da Copa de 1970, por ter marcado gols em todos os jogos do Brasil, façanha até hoje não igualada por nenhum outro atleta.

"Não se pode falar em 100% de chance. Eu digo que o Brasil está preparado para ser campeão. Não tem comparação com quatro anos atrás. Eu não gosto nem de lembrar. Estou engasgado até agora. Como que o país do futebol perde de 7 a 1 na sua própria residência? Esta é uma seleção. Quatro anos atrás era só um jogador. Hoje nós temos 23 jogadores de qualidade", comenta Jairzinho em entrevista para a Agência Brasil.

O atacante tricampeão recebeu a equipe de reportagem na Vila Olímpica do Sampaio, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ), onde mantém um projeto social para dezenas de crianças e adolescentes de comunidades pobres, oferecendo sua experiência para orientar os jovens e garimpar futuros jogadores profissionais.

Questionado sobre sua fé inabalável no bom desempenho da seleção de Tite em 2018, Jairzinho afirma que ela se parece muito com a de 1970, que reunia vários craques e um grande espírito coletivo. "O craque é aquele que é inteligente para jogar. Que faz a diferença dentro de campo. Mas se você não tiver o coletivo, vai perder sempre. E se não tiver a criatividade, com a improvisação, vai perder também. É por isso que a seleção está maravilhosa agora. Ela tem o coletivo e a criatividade. Falo com experiência. Nós tínhamos o coletivo e a criatividade no México. A bola caía no pé do Jairzinho, que driblava dois, três, quatro e entrava com bola e tudo. A bola caía no pé do Rivelino e ele driblava todos e entrava com tudo", diz o ex-atleta de 73 anos.

Seleção de 1970

Em relação à teoria de que o Brasil de 1970 tinha os melhores jogadores de todos os tempos, Jairzinho nem pensa e dispara rápido: "Claro que foi. Você tem dúvida? Quando é que você vai ver uma seleção jogar com cinco números 10? E todos faziam a diferença. Eu era um deles".

Para o ex-jogador do Botafogo e do Cruzeiro, o excessivo culto à figura de Neymar, classificado por Tite como "top três" e "diferenciado", não atrapalha e pode até ajudar os demais companheiros de equipe. "É um espelho para que eles sejam melhor ou igual a ele. Além do Neymar, temos de prestar atenção no Paulinho, Willian, Gabriel e Coutinho. Temos cinco jogadores diferenciados. Eu aposto que eles poderão fazer a diferença. Em 1970, nós tínhamos o Pelé e eu fui tanto ou melhor que ele. O Pelé que corria atrás de mim e não eu que corria atrás dele. É o que pode acontecer agora com o Neymar. Esta é uma seleção de pensamento positivo, porque ninguém é campeão de nada ali. É todo mundo buscando o seu sucesso. E você só tem sucesso quando é campeão. Esta é a realidade", diz Jairzinho.

Furacão

Sobre o apelido de Furacão, que o consagrou no Brasil e no mundo, ele logo explica o motivo: "Eu sou o único jogador que fez gols em todos os jogos em uma copa do mundo. Vamos ver agora, até o mês de julho, quem vai superar. Tomara que um brasileiro supere, para darmos continuidade no nosso objetivo de sermos o melhor futebol do mundo".

(com Agência Brasil)

Últimas notícias

Comentários