Jogando sua primeira Copa, Panamá quer ser a zebra da vez

A Seleção Panamenha conquistou a vaga do Mundial no 'último segundo'

por Encontro Digital 12/06/2018 13:25

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Federación Panameña de Fútbol/Divulgação
A Seleção Panamenha é estreante na Copa do Mundo da Rússia e pretende ser a zebra este ano, assim como a Costa Rica surpreendeu em 2014 (foto: Federación Panameña de Fútbol/Divulgação)
Estrear numa Copa do Mundo não é fácil. Imagine o nervosismo dos atletas e dos torcedores do Panamá, que assistirão, pela primeira vez, a seleção nacional disputar um Mundial de futebol da Fifa. O país, localizado na América Central, possui pouquíssima tradição nesse esporte e quer ser a principal zebra da Copa da Rússía, que começa na quinta, dia 14 de junho.

Com uma população de pouco mais de quatro milhões de habitantes, o Panamá faz divisa com países como Costa Rica e Colômbia, bem mais acostumados com o Mundial, e é conhecido mundialmente por ser um importante ponto estratégico para a logística marítica – devido ao seu famoso canal.

Dentro das quatro linhas, a Seleção Panamenha não tem muitas páginas para serem contadas. Pela Copa Ouro, torneio que reúne seleções das Américas Central e do Norte, a seleção acumula nove participações. Em duas delas, o Panamá se destacou: nas edições de 2005 e 2013, os panamenhos foram finalistas da competição, mas perderam nas duas oportunidades para os Estados Unidos.

O desempenho do Panamá nas Eliminatórias da Copa da Rússia foi surpreendente, e a classificação veio com uma pitada de sorte. Na última rodada, venceram a Costa Rica, mas só a vitória não era suficiente. Foi aí que os "deuses do futebol" agiram e fizeram com que Trinidad e Tobago, lanterna das eliminatórias da América Central e do Norte, batesse os Estados Unidos de maneira inesperada. O tropeço dos americanos garantiu a classificação da Seleção Panamenha.

Na campanha que resultou na vaga inédita, foram três vitórias, quatro empates e três derrotas. Apesar de um plantel recheado de jogadores desconhecidos no cenário mundial, o Panamá aposta no conjunto. A maioria dos atletas atua pela seleção há muito tempo. É o caso do atacante Gabriel Torres, de 29 anos, que defende o Huachipato, do Chile, e acumula passagens por times da América do Sul e Central. Torres joga na seleção nacional desde 2005 e tem 14 gols em 71 partidas.

Por ser um dos times de menos prestígio de todo o torneio, o Panamá não deve conseguir grandes resultados no grupo G, que ainda tem Bélgica, Inglaterra e Tunísia. As vagas para as oitavas de final devem ficar com os europeus, mas, justamente por não jogar sob forte pressão como as grandes seleções, os panamenhos querem gerar surpresas.

Terminar a fase de grupos em terceiro lugar pode ser considerado um bom resultado para uma equipe que não tem grandes perspectivas no Mundial. O primeiro jogo do Panamá será dia 18 de junho, ao meio-dia, contra a Bélgica.

(com Agência do Rádio Mais)

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