Internautas enxergam 'lógica' nos resultados das Copas que pode trazer o hexa para o Brasil

Desde 1982, a cada três títulos de seleções europeias e hispânicas, vencemos o Mundial seguinte

por Marcelo Fraga 14/06/2018 09:29

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Twitter/baket/Reprodução
Segundo a lógica "descoberta" por usuários do Twitter, agora é a vez do Brasil conquistar a Copa do Mundo e o hexacampeonato. O que você acha? (foto: Twitter/baket/Reprodução)
Todo mundo sabe que nós, brasileiros, somos supersticiosos, até mesmo sem querer – ainda mais quando o assunto é futebol. Prova disso é que, com a chegada da Copa do Mundo da Rússia de 2018, internautas descobriram uma lógica na história do Mundial da Fifa que aponta que o Brasil será campeão na "terra da vodca". Ou seja, o tão sonhado hexacampeonato "finalmente virá".

Usuários do Twitter apontam a seguinte coincidência: em duas, das cinco vezes em que a Seleção Brasileira conquistou a Copa (1958 e 1994), os três mundiais anteriores à conquista ficaram nas mãos da Itália, da Alemanha e de um país de língua espanhola.

Até chegarmos ao Mundial de 1958, disputado na Suécia, quando o Brasil foi campeão pela primeira vez, a sequência de vencedores foi a seguinte: Itália, em 1938; Uruguai, em 1950; e Alemanha, em 1954. Já em 1994, nos Estados Unidos, quando nossa Seleção foi tetracampeã, os três campeões anteriores foram: Itália, em 1982;  Argentina, em 1986; e Alemanha, em 1990.

Agora, a sequência é a mesma: Itália foi campeã em 2006; Espanha ganhou em 2010; e Alemanha (você não esqueceu, né?) ficou com o título em 2014. Se a lógica apontada pelos internautas se repetir pela terceira vez, o Brasil fica com o título da Copa do Mundo da Rússia.

Saindo do universo da superstição para a vida real, conversamos com o jornalista mineiro Leonardo Bertozzi, que é comentarista esportivo do canal ESPN Brasil, da TV paga, para saber se a Seleção Brasileira, de fato, tem chances de ser campeã do mundo pela sexta vez.

Primeira fase

O Brasil está no grupo E do Mundial, ao lado de Suíça, Costa Rica e Sérvia. "O Brasil tem grandes chances de se classificar em 1º lugar, porém, existem alguns 'perigos' aos quais a Seleção deve ficar atenta: Suíça e Sérvia têm jogadores acostumados a grandes jogos em campeonatos importantes e vão tentar explorar possíveis erros nossos", analisa Bertozzi.

Sem Dani Alves

O lateral-direito Daniel Alves, que sempre foi presença certa no time do Brasil, se machucou no jogo entre o Paris Saint-Germain (PSG) e o Les Herbiers, pelo Campeonato Francês, em maio deste ano, e, por isso, não foi convocado para a Copa. Para o jornalista da ESPN, a ausência do craque do PSG é uma baixa importante, principalmente por sua experiência e capacidade de liderança.

Taison

Por sua vez, o jogador Taison, do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, foi um dos mais criticados da lista de convocados do técnico Tite. No entando, Leonardo Bertozzi vê com naturalidade a convocação do atleta e entende que ele será uma das últimas opções do treinador para entrar em campo durante os jogos. "Penso que o Tite só vai utilizá-lo em caso de extrema necessidade, talvez para tentar inverter um placar adverso ou dar um fôlego a mais no final dos jogos", diz o comentarista.

Concorrência

Alemanha, Argentina, Bélgica, Espanha e França são apontadas, ao lado do Brasil, como as seleções favoritas ao título da Copa da Rússia. Segundo Bertozzi, a receita para ampliar as nossas chances de sucesso é a seguinte: "O Brasil deve evitar ficar em segundo lugar em seu grupo para impedir um confronto com uma dessas seleções logo nas oitavas de final. É importante também que a Seleção cresça gradativamente ao longo da competição para chegar em seu melhor momento nas fases finais".

Tite

Para o comentarista da ESPN Brasil, o perfil do treinador brasileiro é o grande trunfo da Seleção para tentar chegar ao hexa. "O 'peso' dele é enorme. Ele sabe lidar muito bem com os jogadores e tem uma enorme capacidade de organizar o time taticamente, colocando a Seleção Brasileira no mais alto nível que se pode jogar futebol, atualmente", analisa Leonardo Bertozzi.

Fantasma do 7 a 1

O jornalista mineiro não crê que a goleada de 7 a 1 sofrida para a Alemanha na Copa de 2014, em pleno estádio Mineirão (Belo Horizonte) ainda seja um "fardo" para nossa Seleção. "Tratando-se do Brasil, em qualquer Copa do Mundo já existe uma enorme responsabilidade para os jogadores. O torcedor brasileiro nunca admitiu ver a Seleção jogando mal, e dessa vez não será diferente. O peso é o mesmo dos mundiais anteriores", avalia Bertozzi.

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