Nova tabela de frete para caminhoneiros está encarecendo o arroz e o feijão

O alerta foi feito pela Confederação da Agricultura

por Encontro Digital 20/06/2018 15:48

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(foto: Pixabay)
Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), dados apresentados por suas filiadas mostram que as novas tabelas de frete, acordadas pelo governo com os caminhoneiros após a greve da categoria, têm causado um aumento no preço do arroz e do feijão, afetando diretamente na mesa do brasileiro. A informação foi repassada ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), em audiência realizada nesta quarta, dia 20 de junho.

Ainda conforme a CNA, o aumento entre 35% e 50% no frete do arroz tem provocado uma alta de 10% no preço ao consumidor final. No caso do feijão, o reajuste pode chegar a 20%, alerta a entidade.

Além do custo do frete, a alta nos preços tem sido provocada pela menor oferta, pois os produtores estão evitando transportar suas mercadorias enquanto o impasse sobre a tabela não é resolvido, revela a CNA. Nos setores de soja e milho, o prejuízo acumulado nos últimos 20 dias com a redução do escoamento de safra estaria em R$ 10 bilhões.

Para representantes dos caminhoneiros, os produtores promovem uma "greve branca", represando mercadorias com o objetivo de pressionar o governo a recuar da tabela.

A audiência desta quarta (20) foi marcada por Fux após a Confederação da Agricultura, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação do Transporte Rodoviário do Brasil (ATR Brasil) abrirem três ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) no STF contra a Medida Provisória 832, editada em 27 de maio, que prevê a tabela de preços mínimo para o frete rodoviário.

As entidades alegam que o novo tabelamento fere os princípios constitucionais da livre concorrência e da livre iniciativa, sendo uma interferência indevida do governo na atividade econômica. Fux é o relator dessas ações no STF.

Ao editar a tabela, o governo atendeu a uma das reivindicações dos caminhoneiros, que paralisaram suas atividades por 11 dias no mês passado, provocando uma crise de abastecimento no país. Por sua vez, os profissionais do transporte argumentam que a tabela é fundamental para garantir uma renda mínima e o sustento dos caminhoneiros autônomos, que não têm conseguido cobrir os custos da atividade e não possuem nenhuma proteção como a oferecida pelo salário mínimo aos trabalhadores formais.

(com Agência Brasil)

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