Silvio Luiz não acha que Seleção Brasileira seja tão forte como era antigamente

O célebre narrador esportivo acredita que o futebol, hoje, está muito mais nivelado

por Encontro Digital 18/06/2018 08:00

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RedeTV/Divulgação
"Se a bola entra e a torcida grita gol, por que eu tenho que gritar gol?", diz o polêmico e extrovertido narrador Silvio Luiz, em entrevista para a TV Brasil (foto: RedeTV/Divulgação)
Quem não conhece o narrador esportivo Silvio Luiz, de 83 anos? Dono de bordões como "Olho no lance!" e "Esta até minha vó fazia", ele tem nada menos que 64 anos de coberturas de futebol e nove Copas do Mundo no currículo. Questionado sobre a Seleção Brasileira de hoje, Silvio Luiz é taxativo ao afirmar que o Brasil não tem mais a hegemonia do mundo da bola. "Nós, no futebol, não somos mais aquilo que nós éramos, os deuses soberanos. O futebol de hoje está muito nivelado", avalia o narrador em entrevista para o programa Conversa com Roseann Kennedy, da TV Brasil.

Ele ressalta, porém, que é otimista em relação ao desempenho da seleção canarinho. "Digamos assim, 80%. Tudo depende do andar da carruagem. A gente tem, mas os outros também têm. A França tem, a Alemanha principalmente tem, a Espanha tem, a Inglaterra, apesar desses problemas políticos, tem", pontua Silvio.

Para o experiente narrador, é importante entrar na torcida. "Torcer, porque o futebol indo bem, a minha profissão vai bem, o país vai bem".

Com experiência que vai além da cobertura jornalística, Silvio Luiz, que já atuou como bandeirinha e árbitro de futebol, apresenta uma lista de elogios ao comando da Seleção Brasileira: "Há muito tempo, a gente não tinha um técnico como o Tite. Consciente, estudioso, trabalhador, compreensivo, educado". Ele aposta que o técnico reuniu um grupo à sua maneira e não devido a pressões externas.

Já em relação às celebridades do mundo do futebol, o narrador causa polêmica – algo que lhe é peculiar. "É muita frescura hoje. Jogador, hoje, só te procura quando tem interesse dele ou do empresário. Afora isso, se você quiser uma entrevista com um jogador, você tem que ligar para o assessor de imprensa, que por sua vez vai ligar para o empresário, que por sua vez vai consultar a secretária, para ver se a agenda está disponível", reclama.

No passado, segundo Silvio, era bem diferente, lembrando que já entrevistou e viajou de avião junto com Pelé. "Agora eu estou preocupado com esses caras? Eu não quero nem saber. Quando o contrato dele está para terminar, ou quando ele faz uma besteira, querendo desmentir uma imagem, aí ele procura você. É assim que funciona".

O jeito de falar sem meias palavras é uma das principais marcas de Silvio Luiz. Tanto é que, na forma irreverente de narrar futebol, ele se recusa a gritar gol. "Se a bola entra e a torcida grita gol, por que eu tenho que gritar gol? A minha função é dizer de quem foi. Não há necessidade de você gritar gol como um desesperado".

Atualmente, o narrador está à frente do programa Bola Dividida, da RedeTV!, e partipa também da rádio Transamérica. Sempre antenado com as novas tecnologias e super atuante nas redes sociais, o narrador agrega uma legião de fãs na internet.

(com Agência Brasil)

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