71% dos internautas brasileiros têm hábito de assistir filmes e vídeos online

Isso segundo levantamento realizado pelo Cetic.Br

por Encontro Digital 26/07/2018 08:00

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(foto: Pixabay)
YouTube, Netflix e Prime Video. Não importa o serviço de streaming: o hábito de assistir filmes e vídeos online ficou mais frequente no Brasil. Entre aqueles com acesso à internet, o índice das pessoas que adotam essa prática saiu de 49% em 2012 para 71% em 2017. As informações são da Pesquisa TIC Domicílios, levantamento produzido pelo Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.Br) e divulgado na terça, dia 24 de julho.

Com esse crescimento, o consumo de streaming de vídeos e filmes na web alcançou a primeira posição entre as atividades multimídias realizadas pelos internautas brasileiros, empatando com o consumo de áudio online. Este hábito também aumentou, mas em menor proporção. Entre 2013 e 2017, ouvir áudio digital passou de 63% para 71%. Já o hábito de jogar pela internet ficou estável nos últimos cinco anos, variando de 33% para 34%.

Segundo o site Alexa, da Amazon, em seu ranking de portais, das cinco primeiras posições no Brasil, duas têm entre suas atividades principais o oferecimento de vídeos online: YouTube, em 3º lugar; e a Globo.com, em 5º. O Netflix, popular serviço de streaming pago de vídeos, aparece em 14º. Já o Xvideos, que divulga conteúdos pornográficos, é o 15º. O relatório YouTube Insights 2017, da plataforma de vídeos do Google, registrou no ano passado 98 milhões de usuários no país. O Netflix não divulga o número de de usuários.

Enquanto o streaming avançou, o download de conteúdos (quando o arquivo precisa ser transferido para o computador antes de ser executado, como filme ou música) foi reduzido no caso dos conteúdos audiovisuais. O levantamento mostra que o download de músicas saiu de 46% em 2012 para 42% em 2017. No mesmo período, o de filmes caiu de 31 para 23%. Houve acréscimo no donwload de games, passando de 18% para 26%, e de programas e aplicativos, que saíram de 16 para 24%.

Há diferenças grandes nesse hábito, dependendo da idade do internauta. As pessoas entre 16 e 24 anos (64%) baixam três vezes mais músicas do que aquelas com mais de 60 anos (19%). No download de séries, essa diferença sobe para mais de quatro vezes. Já a renda não aparece como fator direto. Os índices maiores de conteúdos baixados estão na faixa intermediária de cinco a 10 salários mínimos.

Compartilhamento

O compartilhamento de conteúdos na web foi uma prática de 73% dos internautas em 2017, segundo o estudo do Cetic.Br. Entre as pessoas com ensino fundamental, o índice ficou em 64%, enquanto nas que concluíram o ensino superior foi de 83%. A faixa etária mais ativa foi a de 16 a 24 anos, com 81%. A prática decai conforme a idade, ficando em 54% acima no grupo de pessoas com 60 anos ou mais. O compartilhamento também varia conforme a renda, indo de 65% nas classes D/E até 87% na classe A.

Já a criação é realidade menos frequente entre os internautas. Em 2017, 37% postaram textos, imagens, vídeos ou fotos e 20% criaram ou atualizaram blogs ou sites. No recorte por idade, a faixa mais ativa na publicação de conteúdos foi a de 16 a 34 anos (45%). Já entre as classes, houve uma relativa estabilidade, com a prática ocorrendo 39% dos internautas da classe A e 35% das pessoas das classes D/E.

(com Agência Brasil)

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