Aloysio Nunes diz que EUA estão juntando as famílias de imigrantes a 'conta-gotas'

Ministro das Relações Exteriores critica lentidão do processo americano

por Encontro Digital 13/07/2018 15:54

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Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação
(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação)
Em evento realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo (SP), nesta sexta, dia 13 de julho, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, reclama que os Estados Unidos estão muito lentos na política de desfazer a separação das crianças e de seus pais, que tentaram entrar ilegalmente no país. "É algo que está ocorrendo a conta-gotas", diz o ministro.

Ainda de acordo com Aloysio, que esteve em Chicago neste mês para acompanhar a situação, há um problema de organização dos americanos. Os adultos estão sendo submetidos a departamentos diferentes daqueles para onde são levados os filhos e, com isso, as autoridades não têm conhecimento da ligação de parentesco entre eles.

Em sua visita aos EUA, o ministro das Relações Exteriores disse que conversou com 28 crianças brasileiras em dois abrigos de Chicago e que notou, durante a sua estadia, uma variação no número de crianças. "Num dia havia no abrigo 21 crianças. No dia seguinte, eram 20".

Ele conta que ouviu dos menores o desejo de continuar no país estrangeiro. "Elas [crianças] estão muito firmes, querem ficar nos Estados Unidos. Elas estão muito a par de todos os procedimentos a que estão submetidas e a que os seus pais também estão submetidos. Muitas estão em busca de uma família que possa acolhê-las, no caso de os pais serem deportados", revela Aloysio Nunes.

Porém, há algumas crianças muitos pequenas, que não têm a menor noção do que está acontecendo, acrescenta o ministro. "Aí, o trauma é maior".

Crueldade

O ministro destaca a crueldade da política de separação de imigrantes nos EUA. "Consideramos que é uma medida cruel. As crianças submetidas a essa separação recebem um trauma que pode marcá-las para o resto da vida", afirma.

Aloysio Nunes orienta os brasileiros a não tentarem entrar ilegalmente nos Estados Unidos e pede senso de responsabilidade aos que são pais. "Um pai que vai para os Estados Unidos passando por uma fronteira perigosa, como a do México, em que muitas pessoas desaparecem, morrem, são assassinadas, submetendo os filhos a algo que já existia no governo Obama e que ficou mais grave no governo Trump é uma irresponsabilidade", declara o chanceler brasileiro.

(com Agência Brasil)

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