CNI aponta recuperação da indústria após a paralisação dos caminhoneiros

Atividade industrial aumentou de maio para junho deste ano

por Encontro Digital 24/07/2018 12:48

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(foto: Pixabay)
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou uma sondagem entre os dias 2 e 12 de julho, com 2.159 empresas (900 pequenas, 770 médias e 489 de grande porte), e descobriu que a atividade industrial registrou crescimento em junho, após a "forte queda" de maio, em função da paralisação dos caminhoneiros. Os dados foram divulgados nesta terça, dia 24 de julho.

Ainda conforme a CNI, a utilização da capacidade instalada subiu três pontos percentuais em junho atingindo a marca de 66%, mesmo nível registrado em abril, antes da paralisação. Por sua vez, a produção industrial registrou 50,8 pontos em junho, valor "pouco acima" da linha divisória dos 50 pontos que separa a queda do aumento da produção. No levantamento feito em junho de 2017, este índice estava em 47,7 pontos.

Com a queda de 53,3 para 50,4 pontos entre maio e junho, o índice de estoques efetivos ficou mais próximo dos 50 pontos, linha divisória que indica que os estoques estão próximos do planejado pelos empresários. De acordo com a CNI, isso mostra que a indústria "ajustou os estoques que se acumularam com a greve dos caminhoneiros".

O levantamento também avaliou as perspectivas dos empresários para os próximos seis meses, o que apresentou melhora no que se refere às expectativas de demanda e de compra de matérias-primas.

Investimento

O índice de intenção de investimento na indústria caiu para 49,4 pontos em julho, contabilizando a quinta queda consecutiva do indicador, que está 4,2 pontos abaixo do registrado em fevereiro. Quanto menor o indicador, menor a propensão dos industriais para fazer investimentos.

De acordo com Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de Política Econômica da CNI, a baixa disposição para investimentos reflete a "queda da confiança dos empresários no desempenho futuro da economia". Em parte, a falta de disposição é explicada pelas incertezas que costumam ocorrer em ano eleitoral. Segundo ele, neste caso, a situação foi reforçada principalmente pelos "impactos da tabela do frete e do subsídio ao diesel nos custos da empresa e nas contas do governo".

(com Agência Brasil)

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