Contas de luz continuarão com a bandeira vermelha em agosto

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico, falta de chuvas leva à cobrança extra

por Encontro Digital 26/07/2018 16:58

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(foto: Pixabay)
Segundo Luís Eduardo Barata, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a bandeira tarifária deverá continuar vermelha em agosto, uma vez que o Brasil enfrenta adversidades climáticas em razão da falta de chuva, predominante agora em julho. A informação foi divulgada nesta quinta, dia 26 de julho.

A bandeira tarifária vermelha (patamar 2) tem o custo adicional na conta de luz de R$ 5 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos. A repetição da bandeira do mês de agosto é fruto da manutenção das condições hidrológicas desfavoráveis e da tendência de redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN).

"A bandeira vermelha deve continuar em agosto e a tendência é de que ela deva permanecer até o final do período seco. A situação hidrológica encontra-se em situação adversa de norte a sul do país e a chuva não cai", diz Barata.

No entanto, o diretor do ONS afasta o risco de desabastecimento de energia elétrica. "A energia estará mais cara, embora não haja risco de desabastecimento. Mas com certeza a um custo [da energia] bem maior. Isto significa que é importante que se reduza o consumo, o que também consequentemente acarretará na redução do custo para o consumidor final. Reduz o consumo, reduz o custo", completa.

El Niño

Luís Eduardo Barata afirma que trabalha com a expectativa da chegada do fenômeno conhecido como El Niño, que vem trazendo chuvas para o sul do país e deverá melhorar a situação hidrológica da região e, consequentemente, também melhorar a oferta de energia elétrica nos estados da região.

"O que tem acontecido hoje é que como não vem chovendo nesse período, e as chuvas no sul estão muito escassas, o sudeste é que está tendo que fornecer energia para a região. Na medida em que começar a chover no sul, a gente começa a gerar [energia] por lá. E aí o sudeste é desonerado", esclarece o deitor do ONS.

Barata afirma ainda que o que está contribuindo, em parte, para o fornecimento de energia no país, é a região nordeste, uma vez que as usinas eólicas estão "bombando". "E este é um fenômeno que deverá continuar pelos próximos dois meses, uma vez que esse período que vai até setembro é o ponto alto dos ventos nos estados do nordeste. São as eólicas instaladas em grande quantidade na região, aliada às térmicas [usinas] que seguram o suprimento de energia nos estados da região e ainda permite a exportação do excedente pelo Sistema Interligado Nacional".

(com Agência Brasil)

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