Trabalhadores da Fiat farão greve devido à ida de Cristiano Ronaldo para a Juventus

Os funcionários italianos estão reclamando do valor gasto com o craque português

por João Paulo Martins 11/07/2018 13:48

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A ida do craque Cristiano Ronaldo para a Juventus vai provocar uma greve na fábrica da Fiat: funcionários criticam o alto custo da transferência, que foi paga, em parte, pela montadora (foto: Instagram/cristiano/Reprodução)
Na terça, dia 10 de julho, os fãs de futebol ficam empolgados com a notícia da transferência do craque português Cristiano Ronaldo, de 33 anos, do Real Madrid, da Espanha, para a Juventus, da Itália, numa negociação de 100 milhões de euros (cerca de R$ 447 milhões). Apesar de envolver o jogador eleito cinco vezes o melhor do mundo pela Fifa, o valor da venda ficou bem abaixo do que o Paris Saint-Germain (PSG), da França, pagou para tirar o atacante brasileiro Neymar Jr. do Barcelona, da Espanha (foram 222 milhões de euros, ou cerca de R$ 1 bilhão), em agosto de 2017 – a maior negociação da história do futebol, até agora.

O problema é que a ida do CR7 para a Juve não deixou os funcionários da montadora Fiat nada satisfeitos. Segundo a Unione Sindacale di Base, o sindicato que representa os trabalhadores da fábrica de Turim, foi convocada uma greve de dois dias devido ao elevado custo da transferência de Cristiano Ronaldo para o clube, que deve ser paga pela Exor, empresa pertencente à Fiat e à família Agnelli, dona da Juventus.

"Não é aceitável que os trabalhadores continuem fazendo grandes sacrifícios financeiros enquanto a empresa gasta milhões de euros num jogador", diz o comunicado enviado à imprensa pela Unione Sindacale di Base. "É normal que uma pessoa ganhe milhões, enquanto milhares de famílias, no meio do mês, já não têm dinheiro suficiente?. A companhia devia colocar os interesses dos seus empregados em primeiro lugar. Se isso não acontece, é porque preferem o mundo do futebol e do entretenimento", completa a nota dos sindicalistas.

A paralisação deve ocorrer na fábrica situada na cidade de Melfi, a cerca de 990 km de Turim. O início, segundo a Unione Sindacale di Base, deve ser às 22h de domingo, dia 15 de julho, e o término às 18h de terça, dia 17 de julho.

A paralisação não é uma notícia nova, já que estava sendo premeditada desde a época em que surgiu o boato de que o craque português seria vendido. "Depois de Higuaín, também o Ronaldo? É uma vergonha! Os trabalhadores da Fiat não receberam aumento nos últimos 10 anos. Nesse período, houve uma inflação de 10,7%", reclama Gerardo Giannone, trabalhador da fábrica da Fiat em Pomigliano D'Arco, em entrevista concedida á agência italiana de notícias DIRE. Os funcionários da montadora também não gostaram da publicidade de 30 segundos que a FCA (Fiat Chrysler Automobiles) fez no intervalo da final do Super Bowl (futebol americano), no dia 4 de fevereiro deste ano, nos Estados Unidos, ao custo de cinco milhões de euros (cerca de R$ 22 milhões).

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