Mercado acredita que taxa Selic deve ser mantida em 6,5%

A reunião do Comitê de Política Monetária começa amanhã, dia 31 de julho

por Encontro Digital 30/07/2018 10:21

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(foto: Pixabay)
A expectativa das instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) é de que seja a Selic, taxa básica de juros, seja mantida em 6,5%, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa na terça, dia 31 de julho, e termina na quarta (1º).

Nas duas últimas reuniões, o Copom optou por manter a taxa em 6,5%, depois de promover um ciclo de cortes que levou ao menor nível histórico. Para o mercado financeiro, não deve haver alteração na Selic até o fim deste ano. Em 2019, a taxa deve subir e encerrar o período em 8% ao ano.

A Selic é o principal instrumento do BC para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando há redução da Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da taxa, como prevê o mercado financeiro, indica que o comitê do BC considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Em 2018, o centro da meta de inflação é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a previsão é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4% e, para 2021, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5% para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

A estimativa de instituições financeiras para o IPCA deste ano permanece em 4,11%. Para 2019, a projeção segue em 4,10. Também não houve alteração na estimativa para 2020 e 2021, que é 4%.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é mantida em 1,50% neste ano há duas semanas seguidas.

Para 2019, a estimativa segue em 2,50% há quatro semanas consecutivas. As instituições financeiras também projetam crescimento de 2,50% do PIB em 2020 e 2021.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,7 no fim deste ano e de 2019.

(com Agência Brasil)

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