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Estado de Minas SAÚDE

OMS alerta para a falta de exames e tratamentos para as hepatites

Somente os tipos B e C da doença afetam 325 milhões de pessoas no mundo


postado em 30/07/2018 08:00 / atualizado em 30/07/2018 08:13

(foto: Pixabay)
(foto: Pixabay)
Aproveitando o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, que foi lembrado no sábado, dia 28 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta para a necessidade de ampliar os testes e o acesso ao tratamento contra os três tipos da doença. De acordo com os dados mais recentes da entidade, de 2016, em todo o mundo, menos de 20% das pessoas têm acesso aos diagnósticos e a serviços de saúde específicos para hepatites.

Os números da OMS mostram que as hepatites B e C afetam 325 milhões de pessoas. Se não forem tratadas, essas infecções podem provocar câncer de fígado e cirrose que, juntos, causaram mais de 1,3 milhão de mortes em 2015. "Precisamos acelerar o progresso para alcançar nossa meta de eliminar a hepatite até 2030", afirma Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral do órgão vinculado à ONU, por meio de nota enviada à imprensa.

Um dos países mais atingidos pela hepatite é a Mongólia, onde mais de 10% dos três milhões de habitantes vivem com infecção crônica provocada pelo vírus. Em 2017, o país deu início a um programa que, ao longo do primeiro ano, testou mais de 350 mil pessoas. Mais de 70% delas foram diagnosticadas com a doença e passaram a receber tratamento. A meta do governo local é avaliar 1,8 milhão de pessoas com mais de 15 anos.

Brasil

Dados do Ministério da Saúde revelam que o Brasil registrou 40,1 mil novos casos de hepatites virais em 2017. Os casos de hepatite A, comumente transmitida por água e alimentos contaminados, mais que dobraram entre homens de 20 a 39 anos.

A vacina para hepatite A está disponível no SUS e é oferecida para crianças a partir de 15 meses a 5 anos de idade incompletos.

Em relação à hepatite B, o país registrou 14,7 mil casos em 2016 e 13,4 mil em 2017. A transmissão se dá por sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos perfuro-cortantes e por transmissão vertical (da mãe para o filho, durante a gestação).

A vacina para hepatite B está disponível no SUS para todas as pessoas. Em crianças, o esquema é feito em quatro doses, sendo a primeira ao nascer. Nos adultos que não se vacinaram na infância, são três doses. Em 2017, foram distribuídas 18 milhões de vacinas para todo o país e atualmente, 31,1 mil pacientes estão em tratamento para a doença.

A hepatite C acomete, principalmente, adultos acima de 40 anos. Foram notificados, desde o final da década de 1990, 331,8 mil pessoas com a doença no país, sendo 24,4 mil casos em 2017. O tratamento com os antivirais de ação direta, disponível na rede pública desde 2015, apresenta taxas de curas superiores a 90%. A doença é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos perfuro-cortantes.

(com Agência Brasil)

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