OMS reconhece vício em sexo como doença mental

Este ano, a entidade também classificou a compulsão por videogame como distúrbio

por João Paulo Martins 10/07/2018 10:20

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(foto: Pixabay)
Depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter publicado, em dia 18 de junho deste ano, a edição da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) trazendo a inédita inclusão do vício em videogames como um problema de saúde mental, agora, o comportamento sexual compulsivo também passa a ser um transtorno da mente.

De acordo com a OMS, o distúrbio do vicio em sexo é diagnosticado em pessoas que vêm sofrendo há pelo menos seis meses as consequências e que apresentaram angústia antes do diagnóstico.

No caso da nova "doença" classificada na CID, o vício em sexo, também conhecido como conduta sexual compulsiva, trata-se da inabilidade de uma pessoa de controlar as suas necessidades sexuais, fazendo que ela negligencie a própria saúde, informa a OMS. Os dependentes do sexo tentam saciar a vontade mesmo não sentindo mais prazer nas relações íntimas.

Para a psiquiatra Valerie Voon, professora do Colégio Real de Psiquiatras, do Reino Unido, em entrevista para o portal americano de notícias Tech Times, a Organização Mundial de Saúde agiu corretamente ao reconhecer o vício em sexo como doença mental, pois, assim, mais pessoas conseguirão detectar o problema. Ela também crê que o vício em sexo, em breve, será tratado junto com outros distúrbios mentais, incluindo trasntorno de ansiedade e depressão.

O portal dá vários exemplos de celebridades que enfrentam o distúrbio que acaba de ser incorporado á CID, da OMS. Por exemplo, o ator Michael Douglas, que buscou tratamento após inúmeros casos amorosos mesmo estando casado, e a atriz Lindsay Lohan, que reconheceu ser "viciada em sexo louco".

(com Agência Sputnik)

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