Professores brasileiros se sentem desvalorizados

A informação é fruto de uma pesquisa da ONG Todos pela Educação

por Encontro Digital 30/07/2018 11:24

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(foto: Pixabay)
Uma pesquisa da ONG Todos Pela Educação e do Itaú Social, no Brasil, mostra que metade dos professores não recomendaria a um jovem se tornar educador por considerar a profissão desvalorizada. De acordo com o levantamento, feito pelo Ibope Inteligência, a maioria (78%) dos docentes diz que escolheu a carreira principalmente por aspectos ligados à afinidade com a profissão. Entretanto, 33% dizem estar totalmente insatisfeitos com a atividade e apenas 21% estão totalmente satisfeitos.

O levantamento ouviu 2.160 profissionais da educação básica em redes públicas municipais e estaduais e da rede privada de todo o país. A amostra respeitou a proporção de docentes em cada rede, etapa de ensino e região do país, segundo dados do Censo Escolar da Educação Básica do Ministério da Educação.

Para Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais da Todos pela Educação, os dados são preocupantes. Ele reforça a necessidade de repensar a valorização da carreira dos professores brasileiros. "Há bastante tempo conhecemos o desafio da desvalorização docente, da falta de prestígio em relação à carreira, mas acho que os novos dados chegam para reforçar e, mais uma vez, mostrar que temos um longo caminho a ser trilhado na educação, no que diz respeito à valorização da carreira", diz Olavo.

A remuneração média dos professores no Brasil atualmente, segundo a pesquisa, é de R$ 4.451,56. A maioria dos docentes (71%) tem a profissão como principal renda da casa e 29% afirmam ter outra atividade como fonte de renda complementar.

Ainda conforme o levantamento, um em cada três professores tem contrato com carga horária de menos de 20 horas semanais, o que pode ter impacto na renda e no cumprimento de um terço da carga horária, prevista na Lei do Piso do Magistério para atividades extraclasse. Pelo menos 58% dos professores afirmam ter tempo remunerado fora da sala de aula. Contudo, somente cerca de 30% dos docentes dispõem de aproximadamente ou mais de um terço da carga horária para planejamento de aula.

Procurados pela reportagem da Agência Brasil, o Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed) não se manifestaram até o momento de publicação da matéria.

(com Agência Brasil)

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