Sem general Heleno, Bolsonaro poderá ter Janaína Paschoal como vice

O militar da reserva vai concorrer a uma vaga no Senado

por Encontro Digital 19/07/2018 08:00

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Carlos Vieira/CB/D.A Press
O PRP já anunciou que o general Heleno não será vice da chapa do pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Na quarta, dia 18 de julho, o pré-candidato à presidência da república Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), recebeu uma notícia nada aniamdora. Ele foi informado pelo Partido Republicano Progressista (PRP) que não será possível fazer uma aliança política para as Eleições 2018, porque vai lançar o general Augusto Heleno como candidato a senador pelo Distrito Federal. Até então, o militar era apontado como possível vice-presidente na chapa do deputado federal carioca.

Ainda nesta semana, Heleno chegou a afirmar que seu nome era uma opção, mas que não estava confirmado. Além disso, ele ressaltou também que estaria pronto para "cumprir a missão caso fosse designado". O militar é general da reserva do Exército do Brasil e comandou as nossas tropas na missão da ONU no Haiti (chamada de Minustah).

A ideia de colocar militares no poder não é novidade para Bolsonaro. Além da participação na vice-presidência, o pré-candidato já havia declarado, no mês passado, que colocaria generais à frente de alguns ministérios, como o da Defesa, dos Transportes e da Ciência e Tecnologia. Segundo ele, os generais ocupariam os cargos por competência e por ser mais "difícil corromper" um militar.

"A possibilidade de desvio de conduta é muito menor. E é o meio do qual eu venho. Quando fala da Dilma, ela botou terroristas, entre outros, é o meio dela. Queremos é ter gente lá [nos ministérios] que funcione e que não chegue lá pelo viés ideológico", defendeu Bolsonaro, na ocasião.

Para o cientista político Leonardo Barreto, professor da Universidade de Brasília (UnB), um governo com grande participação militar pode gerar mal estar com outros partidos políticos por não haver "moeda de troca". "Quando você oferece aos partidos os ministérios, em troca, esses partidos te dão suporte dentro do Congresso. Se ele [Bolsonaro] colocar militares em alguns ministérios, vai perder algum tipo de moeda de troca junto ao Congresso", afirma o especialista, em entrevista para a Agência do Rádio Mais.

O tema já foi abordado pelo controverso pré-candidato do PSL, que diz não se preocupar com coligações partidárias.

O cientista político ressalta ainda que não acredita que generais no poder possam ameaçar a sociedade com uma intervenção militar, já que "o Exército não está se prestando a isso e tem tomado cuidado para se conservar dentro da ordem constitucional". "A consequência é mais do ponto de vista da relação do executivo com o Congresso do que, propriamente, do governo com a sociedade", comenta Leonardo Barreto.

Antes do anúncio de um possível acordo com o PRP, o senador Magno Malta era o mais cotado para ocupar a vaga de vice na chapa de Jair Bolsonaro nas Eleições 2018. Porém, o Partido da República (PR) dificultou a aliança entre as legendas e Malta declarou que tentará a reeleição no Senado.

O objetivo de Bolsonaro é tentar acordo com algum partido para conseguir mais tempo nas propagandas eleitorais que terão início no dia 31 de agosto. Com toda a resistência apresentada, no entanto, a tendência é de que seja procurado um nome filiado ao mesmo partido do ex-militar. O mais citado pela legenda é o da advogada Janaína Paschoal, que ficou conhecida por apresentar a petição que deu início ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Os militares da reserva das Forças Armadas contam, até o momento, com 71 candidatos a deputados estaduais e federais nas eleições deste ano.

(com Agência do Rádio Mais)

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