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Estado de Minas BRASIL

Eleitoras precisam ajudar a eleger mais mulheres

Isso segundo as ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber, do STF


postado em 20/08/2018 13:47 / atualizado em 20/08/2018 13:54

(foto: Agência Brasil/Divulgação)
(foto: Agência Brasil/Divulgação)
Em participação em evento organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta segunda, dia 20 de agosto, as presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber (também do STF), fizeram um apelo para que as mulheres exerçam seu direito a voto com consciência, para ajudar a aumentar a participação feminina na política brasileira.

Em seu discurso, Rosa Weber destaca que as mulheres constituem 52,5% do eleitorado (73.337.919 eleitoras) nas próximas eleições, mas constam como candidatas em apenas 30,7% (8.353) dos pedidos de registro para os 1.654 cargos eletivos em disputa neste ano.

A ministra ressalta que, mesmo entre esses registros, há provavelmente muitos casos de candidaturas "fantasma", feitas por partidos cujas candidatas não entram de fato na disputa. Destaca ainda o fato de que menos de 10% dos cargos para deputado federal serem ocupados por mulheres e apenas 18% para senadoras. Rosa Weber conclama as brasileiras a reverterem "o paradoxo desse quadro, quando a maioria do eleitorado é feminino".

"Façamos, mulheres, ao exercer todas nós esse direito essencial da cidadania que é o voto, a diferença para um fortalecimento do estado democrático de direito, conquista diária e permanente de todas nós, com a consciência de que em nossas mãos, mulheres, está o destino do país, com a construção de sociedade que todas queremos igualitária, justa e inclusiva", diz a presidente do TSE.

Consciência

Por sua vez, Cármen Lúcia afirma ser excepcional o fato de tantas mulheres ocuparem posições de poder no campo da justiça, e que isso somente intensifica os preconceitos, não os diminui. Ela defende que as mulheres tomem consciência de sua condição feminina para avançar na libertação de outras que ainda não têm a liberdade de falar, pensar e se posicionar no mundo.

"Para não termos mais o quadro que a ministra Rosa Weber acaba de traçar aqui, em termos de representação, é preciso que a mulher esteja presente para se fazer representar", diz a mineira, presidente do STF, também conclamando as eleitoras a fazerem diferença pelo voto na busca pela igualdade.

Ao mencionar as eleições deste ano, a ministra Laurita Vaz comenta que a situação "rara" da presença de mulheres em posições de comando na justiça não significa que elas deixaram de ser preteridas ao buscar crescer em suas carreiras. Como exemplo, ela cita o fato de as mulheres serem quase metade dos aprovados em concursos para juiz de primeira instância, sendo que há apenas seis ministras entre os 33 ministros do STJ. "Essa realidade distorcida precisa ser mudada", afirma.

"Precisamos ter a plena consciência de que estamos aqui hoje vivendo um momento mais do que especial, mas esse momento não é a regra, e tanto não é regra que hoje ainda é notícia", comenta a advogada-geral da União Grace Mendonça. "A notícia de que as cinco principais instituições inseridas no sistema de justiça no Brasil hoje são comandadas por mulheres. Quando teríamos o mundo ideal? O dia em que as mulheres ocuparem essas funções, e isso será visto de modo tão natural que nem será notícia mais", completa.

(com Agência Brasil)

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