PBH alerta para o combate ao Aedes mesmo no Inverno

Mosquito que transmite a dengue se adapta ao clima do Brasil, diz especialista

por Encontro Digital 02/08/2018 17:42

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Flickr/PBH/Karen Moreira/Reprodução
(foto: Flickr/PBH/Karen Moreira/Reprodução)
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) alerta a população para a necessidade de manter os cuidados básicos para eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti, mesmo durante o Inverno, quando as chuvas são bem mais escassas. "É importante lembrar que não é apenas a chuva que propicia as condições ideais para a reprodução do vetor. Qualquer local que tenha água parada, já serve de depósito para os ovos da fêmea do mosquito.  É preciso fazer o checklist do Aedes aegypti e verificar se há focos do mosquito em casa e eliminar qualquer risco para proliferação de doenças", orienta a PBH em eomunicado enviado à imprensa.

Segundo Simone Ferreira, agente de combate a endemias da prefeitura, é comum encontrar recipientes com larvas. "Muitos moradores cuidam de forma geral, mas deixam passar alguma coisa porque não tem esse olho clínico. Eles acham que se fez uma limpeza no quintal essa semana, na próxima não precisa. Isso é uma coisa que acontece muito. Mas o agente de combate está aí para isso. A gente sempre vai às casas, de porta em porta, para ajudar a lembrar de todos os cuidados necessários para evitar essas doenças", siz Simone.

Em 2018, até o momento, segundo a PBH, já foram confirmados 263 casos de dengue em Belo Horizonte e 525 estão em investigação. Os meses de março, abril e maio concentram o período em que ocorreram mais confirmações de casos. Fabiano Pimenta, subsecretario de Promoção e Vigilância à Saúde, faz um alerta: "em maio deste ano, por meio da vigilância epidemiológica, identificamos a circulação do tipo 2 do vírus da dengue na capital. Desde 2010, esse vírus não circulava. Diante disso, entendemos que todas as pessoas que nasceram a partir de 2010 e aquelas que não tiveram contato com tipo 2, estão suscetíveis à doença".

O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti realizado na capital em abril, apresentou um resultado de 1,5%. O índice de infestação larvária recomendado pelo Ministério da Saúde para evitar epidemia é de até 1%. O levantamento da prefeitura mostrou também que cerca de 84% dos focos encontrados estão dentro das residências. Os criadouros predominantes foram os inservíveis (26,3%), pratos de plantas (14,2%) e recipientes domésticos (9,9%). Esses resultados demonstram que independente da incidência de chuvas, os cuidados devem ser mantidos para diminuir os riscos de transmissão da dengue, zika e chikungunya.

Clima favorável

De acordo com a veterinária Paloma Fonte Boa Carvalho, da Gerência de Zoonoses da Regional Nordeste, no Verão o clima é mais propício para a eclosão dos ovos, mas mesmo no Inverno é possível identificar a circulação do mosquito, por isso, "não se deve abaixar a guarda". "O Aedes se adapta muito fácil e precisa ser combatido durante todo o ano", reforça a especialista.

Em condições favoráveis de umidade e temperatura, a mudança do estágio de ovo para o primeiro estágio de larva ocorre em 48 horas após a postura dos ovos. E, após a eclosão do ovo, o desenvolvimento do mosquito até a forma adulta pode levar um período de sete a 10 dias. Por isso, a vistoria e a eliminação de criadouros devem ser realizadas pelo menos uma vez por semana: dessa forma, o ciclo de vida do mosquito será interrompido.

(com assessoria de comunicação da PBH)

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