Ainda não existe explicação para o surto de toxoplasmose no Rio Grande do Sul

Ministério da Saúde acredita que possa ser culpa da água contaminada

por Encontro Digital 07/08/2018 12:50

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(foto: Pixabay)
O Ministério da Saúde ainda não descobriu a causa oficial do surto de toxoplasmose na cidade de Santa Maria (RS). Após quatro meses dos primeiros registros da doença na região, a origem ainda permanece indefinida. Desde o dia 16 de abril, a secretaria de saúde do Rio Grande do Sul contabilizou 634 casos confirmados, sendo 54 em gestantes – neste caso, a doença é anida mais perigosa por colocar em risco a saúde do feto. Há também 529 casos em investigação, sendo 173 em gestantes.

Segundo o Ministério da Saúde, o surto tem como causa provável a contaminação da água e a consequente infecção de hortaliças (causa secundária). O parecer foi apresentado ao estado e ao município no fim de junho, após análise de dados do controle feito pela pasta, em conjunto com gestores locais.

"Vale ressaltar que as outras possíveis causas comuns em casos de toxoplasmose foram eliminadas durante a pesquisa, como carne bovina, de frango e queijos, entre outros alimentos. No entanto, a investigação continuará sendo realizada", informa o ministério, em nota enviada à imprensa.

Como medida de precaução, uma vez que a água é a fonte mais provável da infecção, as autoridades pedem para a população intensificar medidas de prevenção, como evitar o uso de produtos animais crus ou mal cozidos, eliminar as fezes de gatos em lixo seguro, proteger as caixas de areia e lavar as mãos após manipular carne crua ou terra contaminada.

Doença

Conhecida como doença do gato, a toxoplasmose, de acordo com o Ministério da Saúde, é causada por um protozoário e apresenta quadro clínico variado – desde infecção assintomática a manifestações sistêmicas extremamente graves.

A infecção em humanos ocorre por três vias: contato direto com solo, areia e latas de lixo contaminados com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua ou mal cozida infectada (sobretudo carne de porco e de carneiro); e infecção transplacentária durante a gravidez.

A toxoplasmose não pode ser transmitida de humano para humano, com exceção das infecções intrauterinas. De acordo com a pasta, cerca de 40% dos fetos de mães que adquiriram a doença durante a gestação se tornam infectados.

(com Agência Brasil)

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