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Estado de Minas TEATRO

Montagem do Grupo Galpão ganha versão em quadrinhos

Exposição que destaca a adaptação de Os Gigantes da Montanha fica em cartaz até 14 de julho na Casa Fiat


postado em 05/06/2019 17:26 / atualizado em 06/06/2019 00:34

Trupe mineira e os personagens do
Trupe mineira e os personagens do "Os Gigantes da Montanha" (foto: Fernando Lara/Divulgação)
Do livro, para os palcos e, agora, para a história em quadrinhos. A obra Os Gigantes da Montanha, encenada desde 2013 pelos mineiros do Grupo Galpão pode ser lida em outro formato. O público poderá conferir em detalhes essa transformação na mostra "Os Gigantes da Montanha - Grupo Galpão em: Do teatro aos quadrinhos na Casa Fiat de Cultura". A exposição com 31 fotos, vídeos e figurinos, além de painéis com o processo criativo da adaptação fica em cartaz até 14 de julho, com entrada franca.  

A obra, do escritor italiano Luigi Pirandello, é considerada um marco da dramaturgia do século XX e foi adaptada por Gabriel Villela para ser apresentada pelo Galpão. A ideia é disseminá-la para que a obra alcance outros públicos. Na exposição, os visitantes vão conhecer o percurso de criação da HQ, publicada pela editora Nemo, do Grupo Autêntica, a partir da montagem realizada pela trupe mineira.

A versão para os quadrinhos de Condessa Ilsel, interpretada pela atriz Inês Peixoto nos palcos (foto: Divulgação/Casa Fiat )
A versão para os quadrinhos de Condessa Ilsel, interpretada pela atriz Inês Peixoto nos palcos (foto: Divulgação/Casa Fiat )
Quem deu início à empreitada foi o ilustrador e artista plástico Carlos Avelino que se encantou com a encenação do Galpão, no centro de São Paulo, em 2015. Após a apresentação, ele presenteou os atores com desenhos de todos os personagens da peça. “Na primeira aparição dos personagens, já realizei mentalmente. A riqueza de detalhes do figurino, os diálogos, as músicas, a cenografia e a iluminação do espetáculo me serviram de inspiração”, afirma o ilustrador e artista plástico. 

O trabalho de Carlos impressionou os artistas que não tiveram dúvidas em inserir a obra de vez no universo das histórias em quadrinhos. “A obra ganha novos contornos, ao chegar a públicos mais amplos e deixar um registro inovador desse trabalho, um marco na trajetória de quase quatro décadas do Galpão”, diz Eduardo Moreira, diretor artístico do grupo.    

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