Para perda de peso, não importa o tipo do alimento, e sim, a quantidade

Especialista fala sobre consumo e gasto de calorias

por João Paulo Martins 03/08/2018 14:50

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(foto: Pixabay)
Como diz o famoso alquimista suíço Paracelso, a diferença entre o remédio e o veneno está na dose. O mesmo vale para as dietas. Não adianta consumir apenas alimentos saudáveis se as quantidades são exageradas. Existem muitos fatores que influenciam o peso, mas o maior deles é o balanço energético: se você comer mais calorias do que queima por meio de atividade física, ganhará peso; ao passo que comer menos calorias do que é capaz de queimar favorecerá a perda de peso. Então, quanto as pessoas devem ingerir?

"É uma pergunta muito difícil de responder, porque depende de quão grande você é; o quão ativo você é; se é homem ou mulher; se está grávida ou amamentando. E ainda, se tem grandes necessidades energéticas, ou seja, é ativo, tem muito músculo, pode comer muito mais", comenta a nutricionista e escritora americana Joanna McMillan, em entrevista ao programa de TV Today, do canal NBC.

Encontrar o equilíbrio energético é uma tarefa difícil, e o simples ato de evitar fast foods e guloseimas calóricas não é garantia de estabilidade do peso. Isso porque até mesmo os alimentos mais saudáveis %u200B%u200Bpodem ser ricos em calorias, especialmente aqueles com gorduras "boas", como abacate e nozes. "A quantidade ideal de abacate é de cerca de um quarto da fruta. Particularmente, se você está tentando perder peso e come o abacate inteiro no café da manhã, vai sobrecarregar o consumo de energia", afirma a especialista.

A quantidade recomendada para as nozes são 30 g – o que, convenientemente, equivale a cerca de um punhado. "Esta quantidade ajuda a reduzir o risco de doenças cardíacas. Comer nozes todo dia é uma coisa muito boa. Mas, se você comer um pacote inteiro da castanha, estará recebendo uma enorme quantidade de calorias", completa a nutricionista no Today.

Outro alimento saudável, mas que pode afetar a perda de peso são as frutas secas, como as uvas passas, que são ricas em açúcar (tão ruim para os dentes como para a cintura). Joanna McMillan dá uma dica para acertar o tamanho certo da de frutas secas: "Pense em damascos secos. Quantas destas frutas in natura você comeria? Dois pequenos damascos frescos seria uma porção ideal, por isso, é a mesma quantidade que se deve consumir da fruta seca. Preste atenção ao tamanho da sua porção com esse tipo de alimennto. Acho que a fruta é algo que você deve sempre consumir fresca".

A escritora especializada em dietas destaca ainda que os alimentos rotulados como ricos em "carboidratos", como pão, macarrão e batatas, costumam ser culpados pelo ganho de peso. Esta reputação não é adequeda, porque (como qualquer coisa), conforme McMillan, tudo se resume a comê-los em porções apropriadas. "Carboidratos dependem muito de quão ativo você é e, consequentemente, de suas necessidades energéticas", lembra a especialista americana. Isso porque os carboidratos são a principal fonte de energia do corpo.

Ela destaca a batata como uma comida que é bem-vinda no prato, desde que na quantidade certa, e cozida da maneira correta. "O erro que cometemos com a batata é o que fazemos com ela. Acrescentar manteiga e creme, ou fritar, por exemplo. Você está recebendo muita gordura extra e muita energia extra".

A nutricionista recomenda a preparação da batata numa fritadeira elétrica por convecção (ar quente), no forno ou simplesmente usando vapor d'água. "Com azeite extra virgem e ervas, eles ficam fabulosas", comenta Joanna McMillan no programa da NBC.

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