Santa Efigênia reúne a maioria das clínicas e consultórios médicos de BH

Com localização estratégica, a região tornou-se o principal centro de saúde da capital mineira

por Daniela Costa 27/09/2017 14:44

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Ronaldo Dolabella/Encontro
Prédio principal da Santa Casa: primeiro hospital filantrópico da cidade (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
Inaugurada em 1897 com o intuito de ser a capital do estado, Belo Horizonte sofria com a inexistência de instituições de saúde capazes de atender às demandas de uma população carente cada vez mais crescente. Àquela época, o número de indigentes era alarmante e a falta de assistência médica também. Foi nesse cenário que um grupo de personalidades formou a Associação Humanitária da Cidade de Minas, passo fundamental para a construção do primeiro hospital filantrópico da cidade: a Santa Casa de Saúde. A localização não poderia ser mais privilegiada. "O bairro Santa Efigênia pertencia a uma zona limítrofe entre o plano original da metrópole e a área agrícola, sendo uma importante rota de acesso a vários municípios", diz Saulo Levindo Coelho, provedor da entidade.

Pioneiro, atualmente o Grupo Santa Casa possui seis unidades, entre eles o Hospital São Lucas, inaugurado em 1922. Somente a Santa Casa BH e o Centro de Especialidades Médicas realizam 200 mil atendimentos e 147 mil exames mensais. "No total, contamos com 1.182 leitos, chegando a realizar 3.636 internações, 31.524 consultas e 2.247 cirurgias por mês", diz Saulo. E o plano é expandir ainda mais, apesar das dificuldades financeiras. "Temos dois projetos em andamento. A construção da Faculdade de Medicina Santa Casa BH e do Hospital de Olhos."

Ronaldo Dolabella/Encontro
Hospital João XXIII: sinônimo de excelência no atendimento a pacientes vítimas de politraumatismos, realiza em média 10 mil atendimentos, 100 mil exames e 560 cirurgias mensais (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
A inauguração da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que possui o maior número de alunos ingressos por ano no país, foi mais um ganho para o bairro, em 1911. Situada no chamado Campus Saúde, tem ao lado o Hospital das Clínicas, referência no sistema municipal e estadual de saúde no atendimento a pacientes portadores de doenças de média e alta complexidade. Outra unidade afim é a Escola de Enfermagem, também situada no Campus Saúde da UFMG. Bem próximo dali, a Faculdade de Ciências Médicas (FCM-MG) iniciou suas atividades em 1955. No bairro também se encontra o Hospital João XVIII, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). O hospital João XXIII - Pronto Socorro, criado em 1973, antigo HPS, é reconhecido internacionalmente e sinônimo de excelência no atendimento a pacientes vítimas de politraumatismos. "Cerca de 2,7 mil profissionais de saúde realizam, em média, 10 mil atendimentos mensais, entre urgências e retornos. Ao todo, 100 mil exames e 560 cirurgias são feitas por mês", diz o diretor Silvio Gandinetti.

Beto Magalhães/Divulgação
Saulo Levindo Coelho, provedor do Grupo Santa Casa, que possui seis unidades no bairro, entre eles o Hospital São Lucas, a Santa Casa BH e o Centro de Especialidades Médicas: "Chegamos a realizar 31.524 consultas por mês" (foto: Beto Magalhães/Divulgação)
A região se tornou cada vez mais atrativa, para estudantes, pacientes, médicos e comerciantes. Não por acaso, o bairro concentra a maior aglomeração de consultórios e clínicas particulares da capital. "Com todos os serviços próximos, torna-se mais viável o trânsito não só da população, mas dos profissionais de saúde que trabalham, muitas vezes, em mais de um lugar", explica Saulo Coelho. O diretor de Serviços Próprios da Unimed-BH, Paulo Pimenta de Figueiredo Filho, acredita que a localização e a oferta abundante de transporte público da região são seus pontos estratégicos. "São pontos positivos para que a população possa ter a assistência de saúde necessária, em tempo hábil", diz. A rede presente em 34 municípios da Grande BH tem no Santa Efigênia o Hospital Unimed e o Centro de Promoção da Saúde.

A urbanização, no entanto, também trouxe problemas. Os mais recorrentes são a falta de segurança e o congestionamento no trânsito. Para minimizar os transtornos, moradores e empresários pedem que saia do papel o projeto de construção de garagens subterrâneas na região. Proposta apresentada pela prefeitura em 2012 previa mais de 700 vagas no Santa Efigênia. "O bairro recebe pessoas de todo o estado e o poder público precisa olhar para ele com carinho, fazendo as melhorias necessárias", diz Adriana Linhares, diretora de negócios do Hermes Pardini. O grupo, referência em exames laboratoriais de alta especialização, possui 68 unidades na capital e região metropolitana, sendo duas localizadas na região hospitalar.

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