Cavaleiro inquieto

O carismático presidente da ABCCMM virou o jogo na gestão da entidade e tem conseguido recordes de negócios para o Mangalarga Marchador

por Geórgea Choucair 03/01/2018 14:37

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Estúdio Cerri/Divulgação
Daniel Borja revolucionou a gestão da ABCCMM: "A minha responsabilidade é gigante, de um mercado de bilhões de reais. Se escorregar, machuco a raça" (foto: Estúdio Cerri/Divulgação)
Uma simpática árvore de Natal chama a atenção logo na entrada da sede da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), no Parque de Exposição da Gameleira. Os adornos são as fotos dos 78 funcionários, com o slogan do Mangalarga ao fundo. A árvore simboliza mais do que uma decoração natalina, mas o bom momento da associação, que hoje tem vida dinâmica e valorização da equipe. Tudo isso é reflexo do jeito carismático, extrovertido e habilidoso do presidente Daniel Borja, que assumiu o comando da entidade há quase dois anos.

De lá para cá, ele revolucionou a gestão em todos os aspectos, a começar na parte estrutural da sede: jogou abaixo as divisórias fechadas e colocou vidros, para facilitar o contato e visão de todos os trabalhadores. A sala do próprio Daniel está sempre aberta e ele costuma ouvir (e resolver) a demanda dos funcionários e associados. "Faço o que posso, seja para o sim ou para o não. Comigo tudo é para ontem", diz. Mas sempre com a ajuda da equipe. "Eu não sou centralizador. Delego muito e cobro". Outra medida que tomou logo ao assumir a presidência foi implantar a transparência total. Todos os balanços são auditados e colocados no portal da associação. Com o projeto pendência zero, organizou a expedição e certificação dos cavalos. As 17 funcionárias responsáveis por esse serviço foram levadas para a parte da frente da associação.

O choque de gestão não ficou restrito às atividades na sede. Desde que tomou posse, Daniel tratou de sair pelo Brasil para divulgar e participar dos eventos da raça. Só no segundo semestre deste ano, viajou 13 fins de semana seguidos. "Gosto de ir, pois tenho a oportunidade de conversar com os associados, criadores e presidentes dos núcleos", afirma. É com essa maneira expansiva e de boa prosa que ele tem conseguido alavancar o Mangalarga Marchador no país. "Lido bem com gente", diz.

A habilidade se reflete nos números da associação, que tem ganhado, em média, 170 novos sócios por mês e tem hoje 15 mil associados, 4 mil a mais do que quando assumiu a presidência. O faturamento deve fechar em 35 milhões de reais neste ano, contra 30 milhões de reais em 2016.  A 36ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, realizada em julho no Parque da Gameleira, bateu recorde de inscrições, público e negócios. O evento ganhou glamour e transformou-se na maior feira agropecuária de equinos da América Latina. "A minha responsabilidade é gigante, de um mercado de bilhões de reais. Se escorregar, machuco a raça", diz.

A associação promoveu 300 eventos neste ano. No próximo dia 7 de abril, faz a maior cavalgada do mundo, na qual reunirá 3 mil cavaleiros em Caxambú, no Sul de Minas, berço do Mangalarga. Serão 14 quilômetros de cavalgada a partir do parque de exposições, com olhares atentos de integrantes do Guinness Book. "Queremos bater o recorde mundial", afirma Daniel. As cavalgadas, diz, são fundamentais para expandir a raça, já que os grandes criadores começaram a gostar do cavalo como usuários.

No dia a dia da ABCCMM, funcionários e associados já se habituaram com a frase que o presidente usa para se despedir: "Deus no comando, Deus é chique!". E o complemento vem logo em seguida: "Deus é chique. Avante, Marchador!".

  • Daniel Figueiredo Borja, 45 anos
  • Nasceu em Belo Horizonte
  • Casado, 2 filhos
  • Empresário e presidente da ABCCMM

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