Família que cresce

Superintendente da sociedade mantenedora do Colégio Santo Agostinho liderou projeto de aquisição da unidade Regina Pacis e viu a instituição de ensino se transformar na maior de Minas

por Marinella Castro 03/01/2018 14:49

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Ronaldo Dolabella/Encontro
O "mineiraba" Márcio Horta, que se diz uma mistura de mineiro com capixaba: "Queremos que o Santo Agostinho seja sempre uma referência nacional pela qualidade de sua educação." (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
Aos 83 anos, o Colégio Santo Agostinho está jovem, bem disposto e decidiu aumentar a família. A mais nova escola com a bandeira dos agostinianos está chegando ao Gutierrez com o olhar na educação do futuro. O planejamento estratégico e a condução do processo de aquisição da unidade Regina Pacis foram liderados por Márcio Morgado Horta, superintendente da Sociedade Inteligência e Coração (SIC), entidade mantenedora dos quatro colégios do grupo e de cinco obras sociais. Com carreira internacional na indústria e no setor de serviços no Brasil e Europa, além de especialista em planejamento e projeção de cenários futuros, Márcio identificou a oportunidade e preferiu não recuar diante da recessão que fez muitas empresas congelarem seus planos. "O vetor do crescimento está no nosso radar."

Uma unidade colorida, moderna e lúdica vai formar alunos desde a educação infantil até o ensino médio e já chega encampando projetos de bilinguismo nas séries iniciais, aulas especializadas, como robótica, além da internacionalização, que prevê parcerias com universidades estrangeiras. O negócio foi arrojado e transformou o Santo Agostinho na maior instituição de ensino de Minas, com 8,5 mil alunos. Márcio Horta gosta de dizer à equipe que, independentemente do cargo que ocupam, todos têm uma grande tarefa: "A educação não é responsabilidade apenas dos professores. Em uma escola, somos todos educadores."

Desde que assumiu o comando do grupo, como superintendente da SIC  em 2014, ele se tornou um estudioso e empreendedor na busca de soluções inovadoras. "Queremos que o Santo Agostinho seja sempre uma referência nacional pela qualidade de sua educação." Ele explica que a instituição não tem medo de crescer e que o processo é dinâmico, indo além de novas unidades. Um dos projetos que está pronto para sair do forno, em parceria com a Microsoft, é a formação de toda a equipe pedagógica para lidar com novas ferramentas de tecnologia. A intenção é de que o trabalho revolucione o processo de ensino e aprendizagem. "Estamos criando bases para que a instituição consolide uma educação de excelência, alicerçada nos valores cristãos, o que é a sua vocação."

Lidar com o mundo da educação por dentro ajudou a fortalecer a visão de quem está de fora, participando como pai. "A relevância da educação é enorme na formação do caráter e da pessoa, é a alavanca que vai fazer a diferença no mundo que queremos construir." Em seu dia a dia, Márcio se define como um "mineiraba", mistura de mineiro com capixaba. Nos fins de semana, ele aproveita o sol para andar de bicicleta em praças da cidade. Mas precisa ficar de olho no horário, já que aos sábados e domingos a cozinha de sua casa, no bairro Sion, costuma ser dele. As receitas que mais saem de suas caçarolas são moquecas e risotos. Ele prestigia mesas de restaurantes tradicionais, mas também pode ser encontrado provando iguarias em botecos do bairro Santo Antônio. Nesses momentos, fica atento a preparos que pode reproduzir em casa. Colocar em prática novos conhecimentos, sem medo de avançar sempre, é o seu alvo. E ele o tem perseguido com vigor.

  • Márcio Horta, 46 anos
  • Nasceu em Oliveira (MG)
  • Casado, 2 filhos
  • Superintendente da Sociedade Inteligência e Coração, mantenedora do grupo Santo Agostinho
  • Pós-graduado em finanças pela Universidade de Barcelona, com MBA em gestão empresarial pela Fundação Dom Cabral, mestrando em administração pela Fumec

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