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Estado de Minas PET | COMPORTAMENTO

Ter um animal de estimação pode pesar no bolso

Antes de adquirir um pet, é preciso se planejar financeiramente para não extrapolar o orçamento e entrar no vermelho


postado em 08/01/2018 17:21 / atualizado em 09/01/2018 07:59

Ao lado de alguns dos seus pets, a SRD Elisa e a buldogue Nutella, a empresária Cristina Souki tenta manter as contas em dia:
Ao lado de alguns dos seus pets, a SRD Elisa e a buldogue Nutella, a empresária Cristina Souki tenta manter as contas em dia: "O ideal seria colocar tudo na ponta do lápis e fazer um fundo de reserva para cobrir gastos extras" (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
Como resistir à tentação de comprar itens como charmosas roupinhas, sofisticados acessórios, luxuosas caminhas, entre outros mimos para o seu animalzinho de estimação? O que nem todos sabem é que é aí que mora o perigo. Pesquisa Mercado de Consumo Pet, realizada neste ano pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com internautas das 26 capitais do país, mais o Distrito Federal, apontou que 60% dos consumidores afirmaram não se planejar financeiramente para ter um animal de estimação. O resultado é que 20% deles gastam mais do que podem e acabam se endividando.

O que os motiva? Segundo a pesquisa, 30% dos entrevistados acreditam que os pets merecem os produtos, outros 24% compram pela satisfação que sentem, 35% fazem questão de investir em alimentos premium, 22% gastam em serviços de pet shop e, por fim, 20% adoram comprar um brinquedinho. O levantamento também revela que 31% já deixaram de adquirir algo de uso pessoal ou de pagar contas para comprar algum item para o seu pet ou até mesmo arcar com despesas veterinárias. Com isso, o investimento médio mensal para cuidar da alimentação, segurança, bem-estar e saúde dos animais de estimação é, em média, de 189 reais. Consumidores das classes A e B chegam a pagar 224 reais por mês, em média, e trabalhadores que recebem até dois salários mínimos comprometem cerca de 10% de sua renda familiar. Dona do hotel e creche para cães Casa da Tia Kiki, Cristina Souki, de 45 anos, aprendeu na prática que, para quem tem muitos animais em casa, não é nada fácil manter as contas em dia. "O ideal seria colocar tudo na ponta do lápis e fazer um fundo de reserva para cobrir gastos extras com urgências médicas, por exemplo, que acabam nos pegando desprevenidos. Mas nem sempre isso é possível", diz.

Em se tratando dos coelhinhos Bella e Biel, a educadora física Luziara Diniz Fonseca não economiza:
Em se tratando dos coelhinhos Bella e Biel, a educadora física Luziara Diniz Fonseca não economiza: "Tenho filho, amigos, mas a alegria que meus animais me proporcionam não tem preço" (foto: Violeta Andrada/Encontro)
De acordo com a pesquisa, 76% dos entrevistados possuem animais de estimação. Desses, 79% têm cães; 42%, gatos; 17%, pássaros; 13%, peixes; 6%, tartarugas; e 5%, roedores. A educadora física Luziara Diniz Fonseca, de 53 anos, optou por coelhinhos da raça Teddy dwerg e não economiza na hora de agradá-los. Bella, de 2 anos, e Bielzinho, de 1 ano, têm vida de reis. Em seu espaço de convivência, contam com galeria de tubos para circularem, caminhas acolchoadas, brinquedos e até casinha de transporte recoberta de strass. "O mercado tem poucas opções para roedores, por isso eu mesma confecciono os objetos que acho necessário", diz. "Para mim, o importante é saber que eles estão bem." Passando por tratamento de saúde há algum tempo, ela garante: "Tenho filho e amigos que sempre me confortam, mas a alegria que meus animais me proporcionam, não tem preço."

É claro que um mimo sempre vai bem. Mas para garantir o bem-estar dos pets basta uma boa alimentação, assistência veterinária periódica, vacinas em dia, espaço confortável, seguro e higienizado, além, é claro, de muito carinho e atenção. O resto são necessidades criadas pelos próprios donos que tendem a humanizá-los. "Os animais fazem parte da família, para mim isso é natural e aceitável. Mas tudo que é feito em excesso acaba trazendo algum prejuízo", diz o veterinário Leandro Mariano Freitas, do Hospital Veterinário Belvedere. Antes de adotar ou comprar um pet, a dica é pesquisar sobre todos os seus hábitos e necessidades, para não fazer uma escolha errada, que acabe prejudicando a sua rotina, o seu bolso e colocando a vida do animal em risco. "É sempre bom ressaltar que eles não são descartáveis. São vidas que necessitam de muitos cuidados. Por isso, é melhor pensar bem antes de tomar qualquer decisão", lembra o médico.

O que diz a pesquisa Mercado de Consumo Pet sobre o hábito dos donos de animais de estimação

  • 60% dos entrevistados afirmaram não se planejar financeiramente para ter um animal de estimação

  • 35% fazem questão de investir em alimentos premium

  • 30% acreditam que os pets merecem os produtos que compram

  • 24% compram produtos para os pets pela satisfação que eles mesmos sentem

  • 22% gastam em serviços de pet shop

  • 20% não saem das lojas sem comprar um brinquedinho para os pets

  • 31% já deixaram de adquirir algo de uso pessoal ou de pagar contas para comprar algum item para o seu pet ou até mesmo arcar com despesas veterinárias

Fonte: Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)

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