Como manter cães e gatos saudáveis?

Garantir vacinas e vermífugos em dia, além de pulgas, carrapatos e mosquitos longe dos pets, é um gesto de amor que garante a saúde dos amigos de quatro patas o ano todo

27/02/2018 15:00

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Ronaldo Dolabella/Encontro
A empresária Luciana Pessanha Amaral não abre mão do check-up periódico da maltês Malu: "Mantenho o cartão de vacinação e vermifugação dela atualizado e faço questão do acompanhamento veterinário" (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
Ano novo, vida nova! A expressão também se aplica aos animais de estimação. Para entrar em 2018 com saúde, os pets precisam estar com exames e vacinação em dia. Aos 9 anos de idade, a estudante Ana Dutra Alvim de Rezende se preocupa com sua melhor amiga, a cadelinha Chica, da raça cocker spaniel inglês. "Quero que ela esteja sempre bem", diz. As duas se divertem há três anos, mas, na hora de falar sério, não tem brincadeira. "Para garantir o bem-estar dela e o da nossa filha, ficamos sempre atentos aos cuidados básicos necessários", diz a mãe, a jornalista Juliana Alvim. A começar pelas vacinas, fundamentais para manter os pets devidamente imunizados.

Segundo o veterinário Gilson Dias, da Associação Bichos Gerais, um dos erros mais comuns entre os proprietários de animais de estimação é alegarem não ser necessário vaciná-los quando não são habituados a saírem às ruas. "Eles se esquecem que a qualquer momento o animal pode precisar ser internado em uma clínica veterinária e, conforme a realidade de qualquer hospital, é fundamental estar com a imunidade em dia para não contrair novas doenças", diz. Outra questão importante e nem sempre lembrada é que os donos têm contato direto com a rua e podem levar contaminações para casa. "Ao entrar em contato com nossas roupas e sapatos, os pets estão suscetíveis a adquirir vírus graves como o da cinomose", explica. Em um de seus atendimentos recentes, o animal estava com atraso vacinal de apenas três meses, no entanto, contraiu o vírus de um cão que vivia no terceiro andar em uma varanda acima da sua casa.

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A estudante Ana Dutra Alvim de Rezende se preocupa com sua melhor amiga, a cadelinha Chica: "Quero que ela esteja sempre bem" (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
As vacinas atuam a partir de partes do microrganismo causador da doença, que ao ser inserido no organismo do animal estimula o seu sistema imunológico, sem ter potencial para causar a enfermidade. Outra parcela das vacinas é produzida com o vírus enfraquecido. Nesses casos, consegue-se o agente causador da doença quase completamente incapacitado de sobreviver no organismo. "Vacinas bem produzidas e armazenadas somente cumprirão sua função se aplicadas em animais que estão capacitados a responder adequadamente a seus agentes", ressalta Gilson. E alerta que não é indicado vacinar animais que estejam em tratamento com antibióticos ou anti-inflamatórios, sob o risco de não se obter a imunidade necessária. "A presença do veterinário é necessária para avaliar a condição do animal que está sendo vacinado e também para aplicá-la em locais adequados em seu corpo." É importante lembrar que um protocolo vacinal iniciado com uma determinada marca de vacina só deve ser legitimado quando encerrado com a mesma marca. Isso porque, embora a finalidade seja a mesma, a metodologia com que agem no organismo do animal pode ser diferente, causando um resultado fora do esperado.

E quando se trata de manter a saúde dos bichos em dia, não se pode deixar de lado a vermifugação e o controle de ectoparasitas como pulgas e carrapatos. "A vermifugação é um procedimento necessário para todo animal e deve ser realizada ao mesmo tempo em todos os pets da casa", explica a veterinária Camila Molan Botton, do Perros Spa e Hotel. O procedimento os protege de doenças provocadas por vermes e microrganismos que estão presentes na terra e grama onde costumam brincar, na água não filtrada, na picada de pulgas e mosquitos, entre outros. "Geralmente é recomendado que se faça exame de fezes antes de administrar o vermífugo em cães e gatos para saber quais vermes realmente estão presentes em seu organismo", diz a veterinária. A empresária Luciana Pessanha Amaral não abre mão do check-up periódico da maltês Malu, de 5 anos de idade. "Mantenho o cartão de vacinação e vermifugação dela em dia e faço questão do acompanhamento veterinário", diz.

O controle de pulgas e carrapatos também é indispensável, tendo em vista que, ao picarem o animal e se alimentarem do seu sangue, inúmeras doenças podem ser transmitidas, entre elas a erliquiose e a babesiose. A orientação é não remover o parasita por conta própria, pois a medida pode provocar hemorragias e lesão tumoral benigna nos animais, além da contaminação da pessoa, caso esteja com as mãos desprotegidas. As pulgas também geram vários transtornos aos bichos, especialmente no verão, por causa do calor e umidade, que favorecem sua reprodução. Uma pulga vive três meses e coloca cerca de 25 ovos por dia, o que resultará em 2 mil ovos durante a sua existência. "Sua picada pode gerar dermatites alérgicas e anemia. Isso sem falar no estresse provocado em cães e gatos, por causa da coceira", diz Camila. O uso de produtos repelentes adequados também é indicado para evitar o contágio por mosquitos transmissores de doenças como a leishmaniose. Após adotar todos esses cuidados, o seu pet estará pronto para mais um ano de alegria.

Saiba quando vacinar e quais vacinas devem ser aplicadas em cães

45 dias: 1ª dose (mútlipla V10)
66 dias: 2ª dose (múltipla V10)
87 dias: 3ª dose (múltipla V10)
90 dias: antirrábica
Anualmente: múltipla (V10)

Vacina múltipla V8 e V10 protegem contra cinomose, parvovírus, adenovírus tipo 2, parainfluenza, coronavírus, leptospirose. Os especialistas não indicam o uso das marcas nacionais, por não oferecerem proteção efetiva.

Saiba quando vacinar e quais vacinas devem ser aplicadas em gatos

60 dias: 1ª dose (tríplice felina V3)
81 dias: 2ª dose (tríplice felina V3)
A partir do 3 mês de idade: antirrábica
Anualmente: tríplice felina V3

Existe no mercado a vacina V3, que protege contra calicivírus, inotraqueite e panleucopenia. A V4 acrescenta proteção à clamidiose. A V5 acrescenta proteção à leucemia felina. Contudo, apenas o veterinário pode definir qual delas deve ser utilizada.

*As vacinas só podem ser dadas a animais saudáveis

Como fazer a vermifugação em cães

  • Inicie o tratamento na segunda semana após o nascimento; repita na quarta, sexta e oitava semanas de idade, quando deve ser ministrado vermífugo de filhote. Repetir a cada seis meses com vermífugo para adultos

Como fazer a vermifugação em gatos

  • A primeira dose de vermífugo deve ser dada de 15 a 30 dias após o nascimento. Repetir em 15 dias, 3 meses e depois em intervalos de 3 a 4 meses consecutivamente, mudando o vermífugo de filhote para adulto

*O medicamento só deve ser dado a animais saudáveis

Controle de pulgas e carrapatos em cães e gatos


  • Trate o animal e o ambiente com produtos específicos

  • Alguns produtos como coleiras, pipetas e comprimidos têm maior durabilidade e eficácia no combate aos ectoparasitas

  • Tenha sempre cuidado para não intoxicar o animal

A importância dos repelentes para os pets


  • Produtos indicados para evitar que os mosquitos piquem os pets e os contaminem. Entre eles o mosquito-palha, responsável pela transmissão da leishmaniose. Os mais eficazes são as coleiras antiparasitas 

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