Chegada de um novo animal de estimação em casa exige cuidados

Ciúmes e disputa de território podem ser alguns dos problemas. Confira dicas de especialistas para que a socialização entre os pets ocorra de forma segura e tranquila

por Daniela Costa 19/07/2018 16:08

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Alexandre Rezende/Encontro
O chihuahua Toy não gostou nada da ideia de dividir seu território com Nina, vira-lata adotada há pouco menos de um mês pela estudante Laís de Oliveira e o noivo, Marcelo Peres: "Os primeiros dias foram mais difíceis, mas, como a Nina é muito dócil, eles acabam se entendendo", diz Laís (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
O pequeno Toy faz jus ao ditado "tamanho não é documento". Do alto de seus 23 centímetros de altura, o chihuahua de 4 anos de idade a princípio não gostou nada da ideia de dividir o seu território com Nina, vira-lata de 2 anos, adotada há pouco menos de um mês pela estudante Laís Borges Araújo de Oliveira. O baixinho faz de tudo para que ela não se aproxime da dona ou de seus brinquedos, e avança tentando protegê-los. "Ele é muito ciumento. Os primeiros dias foram mais difíceis, mas, como a Nina é muito dócil, eles acabam se entendendo. Agora já brincam e se divertem juntos", diz Laís.

O psicólogo e adestrador Leonardo Curi, da Religare, acredita que são várias as vantagens de se ter dois animais de estimação em casa, em vez de um. "Além de demandarem menos atenção dos donos, eles vão queimar mais energia, ser mais sociáveis e sofrer bem menos de doenças psicossomáticas como ansiedade de separação, depressão e insegurança", diz. Contudo, antes de inserir um novo amiguinho no ambiente familiar, é preciso seguir algumas orientações para que não ocorra nada de errado. O primeiro item a ser observado é o temperamento dos animais que passarão a conviver. "Avaliamos a estabilidade, segurança, nível de energia, disponibilidade para interação, docilidade, padrão de comportamento, entre outros fatores", diz o especialista. Os cães, por exemplo, apresentam mais de 33 sinais de apaziguamento e seis tipos de latidos que indicam sua reação.

Violeta Andrada/Encontro
A empresária Sheilla Soares ganhou um novo membro para sua família, a shih-tzu Julieta, de 5 meses, que chegou para fazer companhia ao vira-lata Javier: "Apesar de ele ainda sentir ciúmes, os dois só dormem juntos. Brincam o dia todo", conta Sheilla (foto: Violeta Andrada/Encontro)
Segundo os especialistas, o ideal é que o processo de socialização entre os animais ocorra até os 3 meses de idade, em se tratando de felinos, e até os 4 meses para cães, o que não significa que animais adultos não possam ser socializados. Nesses casos, as técnicas recomendadas são a dessensibilização sistemática e o contracondicionamento. Mesmo aqueles bichos mais arredios, medrosos ou agressivos têm a chance de ser inseridos em um novo lar, mas demandam paciência e dedicação. "São métodos de adestramento positivo, em que reforçamos os comportamentos que queremos e ignoramos aquilo que não gostamos", explica o terapeuta canino Augusto Lavinas, da Leau Pet.  "Ser positivo não significa ser permissivo, mas, sim, saber a hora certa de dar atenção e de recompensar." Entender o que o animal está querendo dizer por meio de sua leitura corporal é fundamental para não cometer erros. "Puni-lo por algo que talvez nem tenha lhe sido ensinado da forma correta é uma crueldade. Assim como uma criança, ele precisa ser educado, mas sem violência."

Há quatro meses, a empresária Sheilla Soares ganhou um novo membro para sua família. Julieta, shih-tzu de 5 meses, chegou para fazer companhia a Javier, vira-lata de 1 ano e meio. O que no começo soou como invasão de território para o cãozinho, hoje é a sua maior alegria. "Ela faz um escândalo quando ele não está e, apesar de ele ainda sentir ciúmes de mim, só dormem juntos. Brincam o dia todo", conta Sheilla.

A dica para fazer a aproximação de animais mais arredios ou possessivos é levá-los para um ambiente neutro e mantê-los contidos nas guias até que se cheirem e se reconheçam. Dessa forma, cria-se uma associação positiva da presença um do outro. Para evitar as disputas pela atenção do dono, é preciso ensiná-los que cada um terá a sua vez. "Chame-os pelo nome e dê um petisco. Se algum deles quiser atravessar a vez do outro, ignore-o. Assim aprenderá que só terá a sua atenção quando você quiser. É uma questão de condicionamento", diz Augusto. Castrar tanto machos quanto fêmeas e não deixar objetos no ambiente que gerem disputa evita muitas brigas no período de adaptação. Para animais adultos que tendem a fugir, a sugestão é fazer com que se sintam seguros, protegidos e criem um vínculo afetivo com alguém da casa. Também é importante reforçar grades, cercas e portões até que eles se ambientem em seu novo lar.

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