Inverno é um bom período para procedimentos estéticos na pele

A menor incidência do sol e a temperatura amena fazem desta época do ano o momento ideal para alguns tratamentos. Mas também é preciso cuidado na recuperação

por Marina Dias 19/07/2018 14:48

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Asier Relampagoestudio/Freepik/Divulgação
(foto: Asier Relampagoestudio/Freepik/Divulgação)
Chegou a estação mais fria do ano. Além de ser uma boa época para caldos, quentões e ver filme debaixo do cobertor, os meses de inverno são os mais procurados, em clínicas de estética, para tratamentos que dependem da cicatrização da pele. Isso porque esses procedimentos costumam causar algum inchaço, cujo desconforto fica mais tolerável no frio, e sobretudo porque é preciso evitar ao máximo a exposição ao sol durante o período de recuperação, o que fica mais fácil nesse período.

Um dos tratamentos desse tipo é o peeling de fenol, um peeling químico profundo feito por quem deseja tratar rugas mais severas. Nele, a substância é aplicada sobre a pele, no intuito de remover parte dela. Quando cicatrizada, o resultado são menos rugas. Segundo a dermatologista Ana Cláudia Brito Soares, presidente da regional Minas Gerais da Sociedade Brasileira de Dermatologia, este é um procedimento que deve ser feito em ambiente hospitalar, pois requer acompanhamento médico constante e envolve sedação, e o paciente fica algumas horas no local, após a realização da técnica, em recuperação. "É um tratamento que dá bons resultados", explica. Normalmente, é procurado por pacientes com a pele envelhecida por causa da exposição prolongada à luz solar. Por retirar a camada superficial da pele, a recuperação exige que a pessoa não se exponha ao sol de forma alguma por no mínimo uma semana.

Violeta Andrada/Encontro
Vilma Cristina Oliveira, de 53 anos, fez sessões de luz pulsada e microagulhamento para tirar melanoses dos braços e das mãos: "Quis me adiantar e comecei ainda no verão, mas passei calor usando manga comprida e luvas" (foto: Violeta Andrada/Encontro)
Lasers fracionados - como o de CO2 e o chamado 2940 - também são procurados no friozinho, já que exigem ficar alguns dias fora de circulação. Com objetivo de rejuvenescimento, e de melhora no aspecto de cicatrizes de acne, eles podem ser feitos em clínicas, com anestesia tópica. Contudo, também podem gerar inchaço, a pele descama bastante e fica bem marcada durante a recuperação. "Lida-se melhor com esse desconforto em dias mais frios", explica Ana Cláudia. "E a partir do momento em que o paciente pode sair de casa, a oportunidade de se expor ao sol é menor no inverno, o que também é uma vantagem", completa.

No caso da luz pulsada, que trata melanoses (manchas escuras causadas por anos de exposição ao sol), sardas e rosácea, a exposição ao sol é vetada durante o tratamento. O procedimento pode ser feito não apenas no rosto, mas também no dorso das mãos e no braço, onde costuma haver essas manchas marrons que dão aparência envelhecida à pele. Segundo a dermatologista Letícia Pires, a luz pulsada geralmente não causa descamação da pele, mas, onde há melanose, costuma-se formar uma crosta. "Parece que a pele piorou antes de melhorar. Mas é apenas parte do processo", diz. Ela ressalta ainda que os cuidados após a recuperação, como em qualquer outro tratamento, são essenciais para que se obtenha o melhor resultado. "A quantidade de sessões e o resultado dependem da pessoa - em termos de genética, do quanto de sol a que se expôs ao longo da vida etc. - e dos cuidados que ela tem no dia a dia", diz.

Violeta Andrada/Encontro
Alexandre Lima, dermatologista: "Nenhum dos tratamentos é contraindicado em outras épocas do ano. É mais prático fazer esses tratamentos no inverno, mas não imprescindível." (foto: Violeta Andrada/Encontro)
A babá Vilma Cristina Oliveira, de 53 anos, fez três sessões de luz pulsada, associada a microagulhamento (técnica em que são feitas microperfurações na pele), para tirar melanoses dos braços e das mãos. "Essas manchas davam um aspecto que não condiz com minha idade e me incomodavam muito", diz. Ela começou o tratamento no início do ano e fez a última sessão em junho. "Quis me adiantar e comecei ainda no verão, mas passei calor usando mangas compridas e luvas. A época ideal é realmente o inverno, quando é mais apropriado usar um casaco, ainda que mais leve", afirma. "O resultado me agradou muito, e estou mais consciente quanto a ter de fugir do sol", completa.

O dermatologista Alexandre Lima lembra que nenhum desses procedimentos é contraindicado em outras épocas do ano. "É mais prático fazer esses tratamentos no inverno, mas não imprescindível", afirma. Ele ressalta, ainda, a importância de se evitar o sol e se proteger dele independentemente da estação, pois a luz solar é responsável por 90% do envelhecimento da pele e aparecimento de manchas. "É importante se prevenir com uso de protetor solar sempre. Há também a opção de ácidos para retardar o envelhecimento da pele e outros tratamentos focados na prevenção. Sempre com acompanhamento de um profissional", afirma.

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