Proximidade com a Savassi agrada moradores do Santo Antônio e do São Pedro

A boa localização é apontada com uma das principais vantagens da região

por Geisiane Martins 23/07/2018 15:11

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Ronaldo Dolabella/Encontro
Liliane Costa Cruz Fonseca e Francisco de Andrade Bastos com seus filhos João e Pedro: "Mesmo hoje, depois de 16 anos, não cogitamos sair daqui, já nos conformamos que é o local certo para morar", diz Liliane (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
Tanto no São Pedro quanto no Santo Antônio, o trânsito é intenso em certas horas do dia. Há inúmeros prédios e as casas são cada vez mais raras. No entanto, toda essa movimentação não impede que a região ofereça ares interioranos. A começar por algumas de suas ruas que homenageiam cidades mineiras. Entre as mais conhecidas estão Lavras, no São Pedro, Viçosa, que divide ambos os bairros, e Leopoldina e Carangola, no lado do Santo Antônio. Cerca de 28 mil pessoas escolheram viver ali. E muitos desses moradores colecionam histórias de amor à região.

É o caso da servidora pública Liliane Costa Cruz Fonseca, de 48 anos, que desde criança mora no Santo Antônio. Ela lembra que quando era estudante do Colégio Marista Dom Silvério, sempre passava pela rua Sagarana. A caminho da escola, portanto, ela acompanhava a construção de muitos prédios ali. Assim que se casou, ela e o marido, Francisco de Andrade Bastos, de 52, foram morar no Buritis. Mas transtornos envolvendo o tráfego intenso do bairro fizeram com que o casal mudasse os planos. Queriam ter filhos e começaram a procurar outro lugar para viver. E não é que na rua Sagarana, em um dos prédios que Liliane viu ser erguido, encontraram o local perfeito? "Foi emocionante pensar que vi tudo isso ser construído e, agora, moro aqui", diz Liliane. "Mesmo hoje, depois de 16 anos, não cogitamos sair, já nos conformamos que é o local certo para morar", afirma.

Violeta Andrada/Encontro
Martinho de Almeida e Silva e Albertina Amélia Peixoto Almeida: "A única coisa que ainda não se perdeu é a familiaridade do bairro. Essa característica de interior que torna o cotidiano mais gostoso", diz Albertina (foto: Violeta Andrada/Encontro)
A opinião é compartilhada por muitos outros moradores. O arquiteto Leonardo Araújo vive no São Pedro há quase oito anos, com a mulher, Juliana Albertini, e os filhos, Luca, de 11, e Augusto, de 8. Antes disso, eles moravam no vizinho Santo Antônio. Decidiram ficar mais próximos do colégio das crianças, o Marista, localizado a menos de um quarteirão de casa. "Acho importante para os meninos não se tornarem dependentes de carro tão cedo. Eles podem ir e voltar da escola, ou do cinema, andando", diz Leonardo. E para os pais até a rotina fica descomplicada. Leonardo trabalha próximo à Praça da Liberdade, para onde costuma ir a pé. Juliana trabalha no Centro, e também consegue usar os intervalos do expediente para ir em casa. Os filhos, além de estudar, fazem curso de inglês em uma escola especializada bem em frente ao prédio em que moram. Fazem ainda natação no Mackenzie, tradicional clube da região. Tudo perto de casa. "Sempre que pensamos em nos mudar de endereço, as opções que analisamos estão sempre por aqui", diz Leonardo.

O comércio, apesar de diversificado, concentra-se, em grande parte, no Shopping Pátio Savassi e na região da Savassi/Funcionários, onde é possível encontrar de tudo para o dia a dia. "Nesses 19 anos em que moro aqui no Santo Antônio, observei muitas coisas mudarem. Comércio aparecer e desaparecer, prédios serem construídos, famílias chegarem e se mudarem, mas a única coisa que ainda não se perdeu é a familiaridade do bairro. Essa característica de interior que torna o cotidiano mais gostoso", relata Albertina Amélia Peixoto Almeida, de 74 anos, que veio com o marido, Martinho de Almeida e Silva, de 75, de Viçosa, interior de Minas. Mesmo depois de todos esses anos, não cogitam trocar de endereço. Só se mudariam caso fosse pelas redondezas. "Por que não para o mesmo prédio?", brinca Martinho.

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