Brasileiros descobrem novos destinos internacionais para estudar

Entre as rotas estão países como Nova Zelândia, África do Sul e Malta

por Marinella Castro 09/08/2018 14:44

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Alexandre Rezende/Encontro
Bianca Palucci estudou inglês na Ilha de Malta e depois aproveitou para conhecer a Itália: "Foi ótimo. A escola é muito boa, as praias são lindas, o custo de vida é barato" (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Que tal acordar bem cedinho e aproveitar as manhãs para estudar inglês com colegas de vários cantos do mundo? À tarde o tempo é livre, para explorar a cidade ou as praias com o mar azulíssimo, algumas na lista das mais bonitas da Europa. Bianca Palucci e Juliana Salim encararam o "desafio". Elas são estudantes em Belo Horizonte, não se conhecem, mas fizeram as malas e embarcaram para o mesmo destino: um curso de quatro semanas, na Ilha de Malta, no Mediterrâneo. Já João Paullinelli escolheu enfrentar o frio e fazer um intercâmbio de um ano na Dinamarca, onde mergulhou em uma cultura "onde tudo funciona", fez amigos e aprendeu dinamarquês. Destinos que fogem das rotas tradicionais e consolidadas, como Estados Unidos e Canadá, têm despertado o interesse de estudantes de todas as idades.

E para dar um upgrade na fluência e no vocabulário não é preciso necessariamente embarcar para uma rota onde o idioma que está na mira seja a língua oficial do país. Há quem escolha estudar inglês em um destino pouco provável, como na mística Santiago de Compostela, na Espanha, ou fazer um curso de gastronomia da famosa escola Le Cordon Bleu, só que nos Estados Unidos. Também é possível fazer aulas de futebol e inglês em Barcelona. Para estudantes de todas as idades, o mundo ficou pequeno. "Basta ter o desejo de viajar e aprender", diz Ana Maria Fulgêncio, fundadora da Green Intercâmbio, há 36 anos especialista no segmento. Ela diz que rotas como a pequena Ilha de Malta, País de Gales, Escócia, Nova Zelândia e África do Sul estão cada vez mais populares. Ana viaja para conhecer de perto as instituições e garante: "As melhores escolas do mundo têm sede em vários destinos".

Violeta Andrada/Encontro
Ana Maria Fulgêncio, fundadora da Green Intercâmbio: "O mundo ficou pequeno, é possível estudar em qualquer lugar, basta querer" (foto: Violeta Andrada/Encontro)
Bianca, de 18 anos, é estudante de psicologia e acabou de chegar da ilha localizada no mar Mediterrâneo com 7 mil anos de história. "Foi ótimo. A escola é muito boa, as praias são lindas e o custo de vida é barato", diz. "Sem falar que a ilha é muito perto da Itália e eu aproveitei para visitar Roma, Florença, Pisa, Verona e Veneza." Bianca já havia feito um intercâmbio curto, em Malibu, na Califórnia. Lá estudou a língua por três semanas, na universidade Pepperdine, onde realizou o sonho de estar no cenário de sua série preferida na adolescência, Zoey 101. "Agora planejo outros destinos pela Europa." Isadora Raboni, supervisora de vendas da maior agência brasileira on-line de intercâmbios, a Descubra o Mundo, diz que destinos como Escócia e País de Gales estão em alta. Até a Coreia do Sul, onde o hip hop tem sido um atrativo cultural, principalmente para os mais jovens, entra na lista de muitos estudantes. "Cada país tem um ponto forte. A Nova Zelândia, por exemplo, costuma ser um bom destino para quem deseja estudar e trabalhar." Outra questão apontada por Isadora é a imigração. "Muitos que querem se mudar para um país optam por fazer antes um curso de línguas e assim conhecer melhor a cultura e a economia."

Quando João Paulinelli, de 19 anos, anunciou para a família que queria fazer um intercâmbio, teve de pesquisar muito. "Minha mãe concordou, mas disse que eu teria de olhar tudo, a agência, o país, comparar custos, a segurança e, depois de tudo pronto, convencê-la de que a minha decisão era a melhor." João conta que o trabalho foi prazeroso e o levou para a Dinamarca. "Sempre fui muito calorento, queria sentir um pouco de frio." Ele também tinha vontade de aprender a pescar com os dinamarqueses, gostava da cultura vicking e do que havia pesquisado sobre Estado de bem-estar social. Depois de um ano no país, morando com uma família dinamarquesa, aprendendo sobre os costumes, ajudando nas tarefas diárias, frequentando a escola de ensino médio, João aprendeu o idioma, um pouco complicado para os brasileiros. Ele se diz muito feliz com a experiência e recomenda: "É um país diferente, o dinamarquês é divertido, aberto e solidário, encontrei pessoas que me incentivaram, me ajudaram a aprender, me acolheram, e eu trouxe comigo essa experiência", conta.

Alexandre Rezende/Encontro
Juliana Salim também foi para a Ilha de Malta e agora está na sua rota destinos como Escócia e Suíça: "A imersão no idioma foi total porque durante as manhãs tinha aulas e à tarde saía com a turma para passeios onde todas falavam em inglês" (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Aprender ou aprimorar o inglês ou outros idiomas é de fato uma das principais motivações para um intercâmbio, mas, segundo Rui Pimenta, diretor nacional de vendas do STB, a decisão também pode estar relacionada ao sonho de viver uma experiência internacional e conhecer mais sobre um país que admira. "Também temos visto o aumento no número de adultos que querem fazer intercâmbio voltado para a carreira, como cursos intensivos de pós-graduação, ou hobbies, como surfe, fotografia e culinária." Segundo Rui, muitos estudantes estão buscando desenvolver um terceiro idioma, como espanhol, francês ou até mesmo mandarim. Juliana Salim, representante da indústria farmacêutica, é uma delas. No ano passado, na Ilha de Malta, desenvolveu bastante o inglês e agora está de olho na Suíça e na Bélgica, onde poderá deslanchar o seu francês. Ela elogiou a segurança da ilha, a hospedagem e os professores. "A imersão no idioma foi total porque durante as manhãs tinha aulas e à tarde saía com a turma para passeios onde todas falavam em inglês." Para Ana Maria Fulgêncio, nunca é tarde para iniciar a aventura, que pode começar na adolescência ou depois dos 70. "Medo, todos sentem", diz. "Mas o mundo é internacional."

Investimento para o curso de idiomas e acomodação (4 semanas)

  • Nova Zelândia: a partir de 1.770 dólares

  • Austrália: a partir de 2.000 dólares

  • África do Sul: a partir de 1.987 dólares

  • Malta: a partir de 1.590 euros

  • França: a partir de 1.560 euros

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