Conheça o empresário mineiro que vendia batatas e hoje fatura R$ 1,8 bilhão

José Francisco dos Santos está entre os maiores produtores de laranja e cana-de-açúcar do Brasil

por Geórgea Choucair 07/08/2018 14:26

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Alexandre Rezende/Encontro
José Francisco dos Santos, de 64 anos, presidente da JF Citrus Holding: um dos quatro maiores produtores de laranja do país e dono da terceira maior produtora de cana de Minas (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Em um dia, ele se reúne com amigos de cavalgada, toma caldo de feijão, come linguiça e bebe cachaça à beira do fogão a lenha, ao som da sanfona e música sertaneja, antes de se esparramar em um colchão no chão da fazenda localizada no interior de Minas. No outro, encontra clientes em um restaurante estrelado de Singapura, no sudeste asiático, degustando vinhos sofisticados e fechando contratos milionários em dólar. Nos dois ambientes, o trato com amigos, grandes executivos, faxineiros, cozinheiros e garçons é o mesmo. Simplicidade, simpatia, carisma e grande tino para enxergar bons negócios resumem José Francisco dos Santos, de 64 anos, o empresário mineiro de sorriso fácil, conversa leve e que está por trás da JF Citrus Holding, um colosso que fatura 1,8 bilhão de reais por ano com atuação em dois segmentos distintos e de extrema importância no agronegócio brasileiro: a laranja e a cana-de-açúcar.

José Francisco é o sétimo dos 11 filhos de uma família de agricultores de classe média de Oliveira, a 160 quilômetros de Belo Horizonte. O pai, José Geraldo dos Santos, era fazendeiro de classe média que produzia cachaça, café e leite. "Era muito trabalhador, nossa senhora!", diz o filho, José Francisco. A mãe, Maria Loreto dos Santos, era professora. A vida profissional de José Francisco começou com venda de batatas. Aos 18 anos, ele foi para Bebedouro (SP) ajudar o irmão agrônomo José Aldo dos Santos a comercializar o tubérculo. A mudança não foi fácil. Passou frio e madrugadas dormindo em caminhões. Seu travesseiro era o saco de batatas. O dinheiro era curto, mas ele se recorda da experiência com nostalgia. Em sua primeira venda, valores que garante carregar até hoje, como ética e justiça, foram colocados à prova. Na transação, ele recebeu 800 cruzeiros em notas de 10. Para não ficar com muito dinheiro em mãos, pediu ao rapaz de um guichê da rodoviária de São Paulo para trocar por notas de 100. Quando entrou no ônibus que ia de São Paulo para Bebedouro e contou as notas, viu que estava com 100 cruzeiros a mais, valor equivalente a cinco sacos de batatas. "Eu logo pensei: esse cara deve ganhar isso pelo mês inteiro de trabalho", lembra. Faltavam 10 minutos para o ônibus sair, mas ele conseguiu correr, devolver o dinheiro, voltar e seguir viagem. O rapaz do guichê ofereceu uma nota de 10 pela integridade, mas José Francisco não aceitou. "Eu precisava muito do dinheiro, mas não era meu. Sou muito feliz por ter feito isso, me marcou para o bem e para sempre", diz, emocionado, sem conter as lágrimas. As lágrimas, aliás, quase sempre escorrem ao contar histórias, coisa que adora fazer.

Depois da experiência com batatas, José Francisco foi trabalhar, em 1972 ("de empregado"), com os irmãos José Alberto e José Aldo, na Citrosantos, empresa que comprava laranja em Bebedouro e revendia em Minas. Com os três irmãos, a Citrosantos só fez crescer. A situação financeira de José Francisco também começou a mudar e, em 1977,  ele se tornou sócio dos irmãos, e passou a ter um terço da empresa. Em 1985, ele montou um novo negócio, a Comcitrus, de produção de suco de laranja, em parceria com um grupo de produtores locais de Bebedouro e região. Logo depois veio a JF Citrus, de produção de laranja. Com ela, o ex-vendedor de batatas fez fortuna e produz hoje nada menos do que 10 milhões de caixas de laranjas ao ano, das quais 95% da produção é exportada. Atualmente, José Francisco é um dos quatro maiores produtores de laranja do país.

Arquivo Pessoal
O cavalo Mangalarga Marchador é um dos hobbies de José Francisco, que promove cavalgadas anuais: roteiro de 60 km entre as cidades de Ritápolis e Oliveira, em Minas (foto: Arquivo Pessoal)
A entrada no mercado de açúcar, etanol e bioeletricidade, em 2006, veio quase que por acaso e depois da insistência da mulher, Maria Angela. Quando comprou sua primeira fazenda em Uberaba, a Santa Vitória, antiga propriedade de pecuária de corte, o empresário tinha em mente abrir ali uma nova fronteira para os seus laranjais. A mulher, no entanto, dizia que tinha de diversificar os negócios. Mas foi uma conversa na varanda da fazenda com o amigo Anderson Adauto, então prefeito do município, que o fez sacramentar a decisão. O prefeito queria levar uma usina de açúcar e álcool para a cidade. José Francisco bateu o martelo: "vou transformar essa fazenda numa grande usina".

Anderson Adauto lembra-se de uma frase que José Francisco lhe falou: "Esse negócio de cana, afinal, deve dar dinheiro. Os usineiros estão invadindo Bebedouro e região e comprando, inclusive, terras dos meus amigos laranjeiros". Hoje, José Francisco brinca: "O Anderson deu um grande empurrão, mas não diga isso para minha mulher: ela gosta de dizer que, se não fosse a ideia dela, nada teria acontecido".

Atualmente, José Francisco dos Santos, presidente do conselho de administração da Companhia Mineira de Álcool e Açúcar (CMAA), dona das usinas Vale do Tijuco, Vale do Pontal e Canápolis, é um dos principais responsáveis pelo crescimento da produção de açúcar na região do Triângulo Mineiro nos últimos anos. Juntas, as usinas têm capacidade de moagem de 9 milhões de toneladas. A Vale do Tijuco, primeira das usinas do grupo CMAA, é hoje a terceira maior produtora de cana de Minas Gerais. Todas as usinas de José Francisco operam com plantio, colheita e automação industrial. A colheita 100% mecanizada e a eficiência da Vale do Tijuco permitem extração de mais açúcar da mesma cana. "Hoje não dá para enxergar o setor sem plantio e colheita mecânica", diz o administrador de empresas Carlos Eduardo Turchetto Santos, de 36 anos, filho do meio do empresário e presidente da CMAA. A Vale do Tijuco e a Vale do Pontal produzem, juntas, 6 milhões de toneladas de cana ao ano. Canápolis foi adquirida em leilão em dezembro de 2017 e entra em operação em 2020. "O José Francisco investe em longo prazo, e isso é muito importante no segmento", afirma Mário Campos, presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig). "Mesmo nesse período de crise, comprou uma usina e vai reabrir outra."

Ronaldo Dolabella/Encontro
Usina Vale do Tijuco, em Uberaba: energia gerada ao usar o bagaço da cana é suficiente para iluminar uma cidade como Uberaba (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
A festa de abertura da safra da cana em Minas, comemorada em abril, foi organizada pelo terceiro ano consecutivo por José Francisco na fazenda Santa Vitória, em Uberaba. O empresário e seus filhos receberam 500 pessoas para o evento na propriedade. Sorridente, ele circulava pelas mesas distribuindo abraços. Em seu discurso, o governador Fernando Pimentel foi breve: "José Francisco reúne duas qualidades raríssimas na espécie humana: dinheiro e simpatia".

Valores que lhe são caros, como dedicação e ética, José Francisco tenta passar para os funcionários e os filhos, Luiz Gustavo, de 39 anos, Carlos Eduardo, 36, e Francisco José, de 34 anos. Os três estão à frente do dia a dia das empresas da JF Citrus Holding, que abriga, além da JF Citrus e da CMAA, a Emconpi Empreendimentos Imobiliários. "Meus filhos não foram criados como herdeiros, mas como gestores", afirma. José Francisco não completou o segundo grau, mas fez questão de superar as dificuldades para fazer cursos de gestão. Diz que o talento para bons negócios vem da infância. Ainda em Oliveira, aos 10 anos de idade, vendia pão e empadas nas festas de rua, enquanto a meninada se divertia nas brincadeiras entre as barracas. "Eu fazia isso menos por necessidade e mais porque gostava de fazer negócios", diz.

Apesar de não gostar de estudar, não mediu esforços em escolher boas escolas no Brasil e no exterior para os filhos. Os três fizeram faculdade na Faap, em São Paulo, e intercâmbio para aprender inglês nos Estados Unidos e Inglaterra.  "Minha mulher teve papel determinante na educação dos meus filhos. Isso, eu sempre vou dever a ela", diz.

Arquivo Pessoal
As cavalgadas promovidas pelo empresário em Minas são animadas ao som de sanfonas, violão e música sertaneja: cachaça em torno do fogão a lenha (foto: Arquivo Pessoal)
Graças aos estudos, são os filhos que hoje fazem o papel de intérprete nas negociações do empresário em outro idioma, fora do país. Mordomia é uma palavra que não entrou na criação deles. Quando foram estudar na Faap, por exemplo, moraram em um apartamento de dois quartos alugado por José Francisco em frente à faculdade. Reclamavam do valor baixo da mesada. O empresário, que costumava se hospedar com a mulher em um flat nas proximidades, propôs ficar no apartamento com os filhos e passar o dinheiro das diárias do hotel para eles, sempre que estivessem por lá. "Eles adoraram. Passaram a nos ligar todos os fins de semana para que fôssemos visitá-los", diz, às gargalhadas. "Eles diziam que estavam com saudades, mas queriam mesmo era o dinheiro das diárias".

Outro episódio ficou marcado na lembrança dos filhos. Em uma temporada em que estiveram em Londres para estudar, José Francisco deu a cada um deles um valor bem abaixo do recomendado pelas agências de intercâmbio para os gastos rotineiros, mas, segundo José Francisco, "mais do que suficiente para o dia a dia, sem excessos. E ainda prometeu aos filhos que pagaria em dobro cada centavo que cada um deles trouxesse de volta para o Brasil. "Jantávamos com menos de 5 dólares e éramos cobaias dos alunos das escolas de cabeleireiros, que cortavam de graça", diz Luiz Gustavo Santos, economista e presidente da JF Citrus Holding. "Tivemos de dar pulos com pouco dinheiro, mas hoje vejo que foi bom. Ficamos mais resilientes." O que para muitos pode ser visto como pão-durismo tem explicação: "Eles precisavam aprender que o dinheiro não aceita desaforo", diz José Francisco. Para ele, as pessoas precisam ter limites, regras na vida e prazer em ganhar alguma coisa. "Se damos tudo, ficam mal-acostumadas. Eu gosto de gastar dinheiro porque gosto de ganhar."

Uma das metas de José Francisco para os próximos anos, no entanto, é se dedicar menos às atividades das empresas, delegadas aos filhos, para desenvolver novos empreendimentos e, claro, viajar mais.

Alexandre Rezende/Encontro
Manoel Aparecido dos Santos trabalha com o empresário desde 1974: "Ele tem um coração que não cabe nele mesmo" (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
As viagens e os períodos de lazer sempre foram organizados pela mulher, a paulista Maria Angela Turchetto, que tem loja de presentes de decoração em Bebedouro (SP). "Ela agendava sem eu nem saber. Caso contrário, não parava o ritmo de trabalho", diz. O namoro com a mulher, com quem é casado desde 1978, começou por acaso. A paquera inicial era com uma amiga de Maria Angela, que a convidou para acompanhá-la no cinema com José Francisco, em Ribeirão Preto. Assim que se viram, o empresário soube que o seu alvo iria mudar. No cinema, esperou as duas se sentarem e ficou ao lado de Maria Angela. "Na volta de Ribeirão, ela já veio do meu lado no carro", lembra.

José Francisco gosta de bater papo e, com seu jeito expansivo, coleciona amigos, a maioria de Oliveira e Bebedouro. "Eu não tenho inimigos", diz. "Pode existir alguma pessoa que não goste de mim, mas não tem nenhuma de quem eu não goste." Preservar a união dos filhos e da família é fundamental para ele. "E nessa parte é justo e conciliador", afirma o filho Luiz Gustavo. "O relacionamento com meus irmãos é excelente. Estamos sempre conversando e trocando informações. O meu pai e a minha mãe sempre fizeram questão de valorizar a família", afirma o caçula, Francisco José Turchetto Santos, administrador de empresa e presidente da JF Citrus. Nas festas comemorativas que acontecem na Vale do Tijuco, é comum ver José Francisco nas mesas com os funcionários jogando truco. Para alguns, a relação ultrapassa a de patrão e empregado, como é o caso de Manoel Aparecido dos Santos. Os dois se conheceram em 1974. "Manezinho", como é chamado carinhosamente por José Francisco, começou a trabalhar com ele como motorista para transportar os colhedores de laranja. Depois disso, já foi gerente de fazenda, supervisor de colheita, gerente de transporte e comprador de laranjas. Com o trabalho, pagou curso de odontologia e administração de empresas para os dois filhos, comprou duas casas, dois terrenos, três carros e uma caminhonete. "Nos 43 anos trabalhando com José Francisco, nós nos tornamos amigos", afirma Manezinho, que se aposentou em 2012, mas continua prestando serviços à família. "Ele tem um coração que não cabe nele mesmo." Manezinho foi um dos 20 amigos que acompanhou o empresário em abril deste ano para pescar em Corrientes, na Argentina. "Eu adoro fazer isso. Lá não pega celular. É uma forma de esfriar a cabeça em contato com a natureza", afirma José Francisco.

O médico Carlos Eduardo Miglino, que conheceu em Bebedouro há 30 anos, é um amigo que se tornou parte da equipe de funcionários. Carlos é médico do trabalho dos funcionários da JF Citrus e da Fazenda Santa Vitória há 18 anos. E costuma participar de um dos hobbies prediletos de José Francisco: as cavalgadas, em um trajeto de 60 quilômetros entre as cidades de Oliveira e Ritápolis, em MG. Andar de cavalo Mangalarga Marchador, criado na sua fazenda Santa Zélia, em Bebedouro, é o lazer predileto de José Francisco nos fins de semana. "Ele é uma pessoa muito especial, construiu a fortuna a partir do nada e com muito esforço pessoal", diz o médico Carlos Miglino. Outro amigo que participa das cavalgadas é José Geraldo da Silveira Mello, diretor da cooperativa Coopercitrus, de Bebedouro, uma das maiores e mais bem administradas do Brasil. "Eu o conheci quando estava começando a carreira, há 40 anos", diz José Geraldo. "E ele ainda é a mesma pessoa simples, prestativa e competente de anos atrás. São comuns os casos de amigos que relatam situações de sensibilidade por parte do empresário. O produtor rural Onofre Geraldo Vilas é um deles. No ano passado, quando completou 60 anos, ganhou de José Francisco uma festa no clube da cidade de São Tiago (MG), com direito a convidar todos os amigos. No auge da festa, veio a surpresa: a dupla caipira Lourenço e Lourival chegou para animar os convidados. "Eu tentei segurar, mas as lágrimas desceram", afirma Onofre. "O que ele fez por mim é ato de pai para filho. A festa foi comentada na cidade inteira."

Ronaldo Dolabella/Encontro
Mário Campos, presidente da Siamig: "O José Francisco investe em longo prazo, e isso é muito importante no segmento" (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
Em maio deste ano, o empresário foi agraciado com a medalha de Mérito Industrial da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). "O segmento do açúcar e do álcool é importante para o estado e cresceu muito nos últimos anos", afirma Flávio Roscoe, presidente da entidade. "A atuação do empresário José Francisco foi determinante para esse crescimento."

Flávio Roscoe ressalta a boa infraestrutura, clima adequado e vantagem competitiva em Minas para a atividade. "A cana contribui para a geração de energia renovável", diz. De fato, só a energia gerada na Vale do Tijuco ao usar o bagaço da cana garante a autossuficiência da indústria e ainda gera excedente suficiente para iluminar uma cidade como Uberaba.

Determinado, José Francisco não se arrepende de ter escolhido Minas para implantar as usinas, em detrimento de outras regiões que ofereciam condições mais competitivas na época, como Goiás, outro polo emergente da indústria sucroalcooleira. O pacote goiano vinha carregado de incentivos. "O bairrismo falou mais alto. Eu queria fazer algo por Minas", afirma.  "Eu tenho duas cidades no coração: Bebedouro (SP) e Oliveira (MG)". Seu projeto é deixar as duas usinas novatas da CMAA no mesmo nível da Vale do Tijuco. "Eu sempre fui ambicioso, mas nunca pensei em chegar aonde cheguei. Nunca tive a pretensão de ser o maior, mas sempre quis estar entre os melhores", diz. Como todo empresário inquieto e empreendedor, não pensa em parar. "Quando a gente levanta cedo, abre os braços e se pergunta o que vai fazer, é porque o dia não está bom", filosofa. Ele pretende dedicar mais tempo a obras sociais, nos seus dois estados. E também quer desfrutar mais a canjica, o quentão, o frango caipira e os biscoitos da roça em festas juninas, quermesses, cavalgadas, jogos de truco e bingo com os funcionários. Entre o restaurante estrelado do sudeste asiático e a cachaça em torno do fogão a lenha, José Francisco já fez sua escolha: "Eu vou do 8 ao 80, mas são nos ambientes mais simples que sou mais feliz, que sou mais eu".

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Flávio Roscoe, presidente da Fiemg: "A cana contribui para a geração de energia renovável" (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Com lágrimas nos olhos

José Francisco é do tipo que solta gargalhadas e chora ao contar alguma história. Nas entrevistas a Encontro, foi assim diversas vezes. E as lágrimas não caem ao relatar méritos pessoais ou casos de família, mas sim de ajuda – afetiva ou financeira – a pessoas simples, desconhecidas. "Eu me emociono fácil, com coisas simples. E não tenho vergonha de chorar. Quando choramos, mostramos quem somos", afirma. O empresário contribui com obras sociais em Bebedouro e em cidades vizinhas. Às vezes, leva os netos para presentear as crianças de um abrigo que reúne filhos de viciados em drogas. "Acho importante para que convivam com o jeito simples das pessoas", diz. Há mais de 20 anos, leva cerca de 13 mil brinquedos no período do Natal em diversas associações no município de Oliveira.

Com frequência visita um asilo em Bebedouro. "As pessoas olham muito para as crianças, mas se esquecem dos idosos, que muitas vezes já estão mais sistemáticos, pois tiveram muitos problemas na vida. Adoro conversar com eles", diz. Esquece o tempo nas horas de bate-papo. E costuma atender aos sonhos e desejos como levar manicure e pedicure para fazer as unhas das idosas mais vaidosas. Uma delas, que chamava Zizi e tinha 82 anos, uma vez perguntou ao empresário se a sua esposa não se importaria se lhe desse um presente. E entregou uma fotografia de quando tinha 19 anos. "Era linda. Pedi para a Regina (sua secretária) fazer dois quadros grandes. Fiquei com um e dei o outro para a Zizi", diz.

Entenda os negócios de José Francisco

Usinas do Grupo CMAA


Vale doTijuco
  • Ano de fundação: 2010
  • Localização: Uberaba
  • Produção anual: 4,2 milhões de tonelada de cana
  • Área: 55 mil hectares
  • Geração de energia: 85 mwh

Vale do pontal
  • Localização: Limeira do Oeste
  • Ano de aquisição: 2016
  • Produção de cana: 1,5 milhão de toneladas/ano (capacidade de 2,5 milhões)
  • Área: 19 mil hectares
  • Geração de energia: 50mwh

Canápolis
  • Localização: Canápolis
  • Ano de aquisição: 2018
  • Capacidade de produção: 2 milhões de toneladas de cana (começa a funcionar em 2020)
  • Área: 6 mil hectares
  • Geração de energia: no primeiro momento funcionará apenas para a autossuficiência da usina

Produção de laranja

JF Citrus
  • Atuação: laranja e suco
  • Localização: Bebedouro
  • Fundação: 2005
  • Produção: 10 milhões de caixas de laranja ao ano (cada caixa tem 40,8 quilos)
  • Área: 12 mil hectares
  • Exportação: 95% da produção (estados unidos, europa e ásia)

Empreendimentos imobiliários


Emconpi
  • Atuação: loteamentos diversos, desde unidades do minha casa, minha vida a condomínios de alto padrão
  • Fundação: 2008
  • Localização: Bebedouro

Fonte: Empresas


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