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Estado de Minas DIVERSÃO | MÚSICA

O bom e velho karaokê ainda faz sucesso nas noites de BH

Até cantores profissionais acabam entrando na brincadeira


postado em 11/12/2018 16:02

As americanas Hayley Anderson e Morgan Healy aproveitam as horas vagas em BH para matar as saudades de casa dando um show no palco:
As americanas Hayley Anderson e Morgan Healy aproveitam as horas vagas em BH para matar as saudades de casa dando um show no palco: "Moramos em Washington e sair para cantar é um dos nossos programas favoritos", diz Hayley (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Soltar a voz para uma plateia atenta, que não raro aplaude com gosto mesmo os mais desafinados. Em BH, é possível ter sua noite de popstar. Os bons e velhos karaokes, que andaram meio fora de moda, parecem ter voltado com força total. Todas as terças-feiras, o Jângal, localizado no bairro Cruzeiro, abre suas portas a partir das 19h para quem quer se arriscar ao microfone. Há dois anos o Jangokê faz a alegria da galera e tem público cativo. Além da música e da decoração diferenciada, outros atrativos fazem a diferença para que a casa esteja sempre cheia, mesmo durante a semana. "A entrada é livre e para cantar não precisa comprar ficha, basta colocar o nome na lista", diz o empresário André Panerai. Quem pensa que apenas amadores comparecem se engana. Tem gente profissional esquentando as cordas vocais no karaoke. É o caso de Reinaldo Amand, vocalista da banda Lurex Queen Tribute, que costuma exibir ali seus dotes ao lado da mulher, a vendedora Carla Lorenz. "Para nós é uma brincadeira. Um momento de total descontração", diz Reinaldo.

A moda dos karaokes nasceu no Japão, na década de 1970, e se transformou em uma das diversões favoritas dos nipônicos, rendendo os tradicionais campeonatos de talentos musicais. Não demorou muito e os concursos de karaokes migraram para os Estados Unidos, como é mostrado no filme Duets - Vem Cantar Comigo, de 2000. A popularidade do programa chegou ao Brasil por meio de imigrantes japoneses e ganhou novo fôlego em meados da década de 1990 com a chegada do videoquê, versão que permite ao participante ver a letra da música em uma tela. Há quem se divirta e aproveite para matar a saudade de casa. As americanas Hayley Anderson e Morgan Healy, ambas professoras de inglês, aproveitam as horas vagas para recordar as noites na terra natal dando um show no palco. "Somos de Washington e sair para cantar lá é um dos nossos programas favoritos", diz Hayley.

Acordes profissionais:
Acordes profissionais: "Para nós é um momento de total descontração", diz Reinaldo Amand, vocalista da banda Lurex Queen Tribute, ao lado da mulher, Carla Lorenz (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Considerada um clássico quando o assunto é karaoke, a Casa Antiga, situada em Lourdes, inaugurou a atração há 21 anos. Nesse época, sair para cantar nos bares da cidade ainda era uma novidade e nem todos se aventuravam. "Quando começamos, o aparelho era simples e vinha com apenas 200 músicas em sua memória", lembra o proprietário, João Abib. "Hoje temos mais de 9 mil opções de todos os gêneros musicais." Segundo João, era comum as pessoas insistirem para que ele mesmo cantasse. "Todo mundo tinha vergonha, ninguém queria se arriscar em público. Então, sobrava para mim." A entrada é livre, mas a ficha para cantar é cobrada. De terça a sábado, a partir das 19h, é só chegar e aquecer o gogó. A estudante Lorena Lopes e o funcionário público Guilherme Santos não se acanham. "O espaço é bem eclético, agradável e animado. Sem dúvida, um bom lugar para nos divertirmos", diz Guilherme. Às quintas, outra opção é o clube underground dDuck, no Funcionários. É nesse dia que, desde 2011, a discoteca apresenta o Karaoquente, com direito a DJ e entrada gratuita para os 50 primeiros convidados. "Queríamos uma atração fixa que agitasse o público. Acertamos na escolha", diz o proprietário, Túlio Borges. O público, que faz fila para usar o microfone, certamente concorda.

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