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Estado de Minas BEM ESTAR

Conheça a acroyoga, versão mais divertida da ioga

Prática feita em duplas ou trios usa movimentos acrobáticos e aéreos para trabalhar a concentração e ajudar a tornear o corpo


postado em 06/05/2019 10:59 / atualizado em 06/05/2019 14:38

Fábio da Costa Vieira com a namorada Cíntia da Silva Freire: %u201CCostumo dizer que benefícios físicos são os brindes que a atividade dá, pois os ganhos com o trabalho em equipe são muitos%u201D, diz Fábio(foto: Uarlen Valerio)
Fábio da Costa Vieira com a namorada Cíntia da Silva Freire: %u201CCostumo dizer que benefícios físicos são os brindes que a atividade dá, pois os ganhos com o trabalho em equipe são muitos%u201D, diz Fábio (foto: Uarlen Valerio)
"A primeira vez que olhei para a minha namorada, eu estava de cabeça para baixo", conta Fábio da Costa Vieira, professor de acroyoga. A cena inusitada aconteceu durante a atividade de alongamento com um grupo de acroyoga na Serra do Curral. Foi ali que ele avistou pela primeira vez a fisioterapeuta Cíntia da Silva Freire Jardim. Com os olhos virados simpatizou-se com ela. E teve certeza depois que levantou a cabeça. "Foi um encantamento", diz. A sintonia ficou ainda mais forte depois que Cíntia se interessou pela atividade. Os dois passaram a fazer treinos juntos e após dois meses o romance foi enlaçado. "O acroyoga surgiu quando eu estava com muitas perguntas e poucas respostas em várias questões da vida", diz Fábio, que também é estudante de psicologia. “A atividade me trouxe paz e direcionamento, tanto na vida pessoal como profissional.”

Feita em duplas ou trios, a prática mistura elementos de acrobacias com posturas do ioga e massagem tailandesa. Traz benefícios físicos e mentais, como ganho de força, consciência, equilíbrio corporal e flexibilidade. O trabalho tem desafio diferente das práticas físicas convencionais, pois é feito em equipe e necessita de confiança e entrega. "O ioga é uma conexão com você mesmo e o acroyoga com o outro. Costumo dizer que benefícios físicos são os brindes que a atividade dá, pois os ganhos com o trabalho em equipe são muitos", afirma Fábio

A fisioterapeuta Fabiana Gonçalves de Sirqueira Lima e o namorado Maurício Ferreira Guimarães são adeptos do exercício: %u201CÉ bom ter uma atividade só nossa. É divertido, melhora a confiança, segurança e intimidade%u201D, diz Fabiana(foto: Violeta Andrada)
A fisioterapeuta Fabiana Gonçalves de Sirqueira Lima e o namorado Maurício Ferreira Guimarães são adeptos do exercício: %u201CÉ bom ter uma atividade só nossa. É divertido, melhora a confiança, segurança e intimidade%u201D, diz Fabiana (foto: Violeta Andrada)
A novidade é baseada no ioga e surgiu no Brasil há cerca de uma década. Em BH, Fábio é um dos profissionais que ajuda a disseminar a atividade, com aulas em parques, cursos de aprofundamento e workshops. Muitas vezes em companhia de Cíntia, que gosta de fazer a atividade quando viaja e em praças.

As professoras Ludmila Bigonha e Sabrina Brandão são donas do Studio AcroYoga BH e praticam a atividade há quatro anos. Fizeram a formação no Acroyoga International, no México, e desde então começaram a semear o exercício na capital. Elas trabalham com aulas regulares, cursos de formação e são criadoras e organizadoras do maior evento de acroyoga no país, o Acroyoga Festival do Brasil, que ocorre todo ano no período da Semana Santa.

Fernanda Dayrell Silvestre e Leonardo Marcossi são apaixonados pela atividade: ela deixou a profissão de engenheira civil para tornar-se professora de ioga e acroyoga(foto: Pádua de Carvalho)
Fernanda Dayrell Silvestre e Leonardo Marcossi são apaixonados pela atividade: ela deixou a profissão de engenheira civil para tornar-se professora de ioga e acroyoga (foto: Pádua de Carvalho)
Iniciantes geralmente praticam a atividade em trios. E se surpreendem. "De repente, você se vê de pernas para o ar, sustentada por uma pessoa, confiando nela plenamente", afirma Ludmila. A base (pessoa que fica embaixo) dá o suporte e geralmente se esforça mais. Nos voos mais avançados, a voadora (quem fica em cima), precisa de força e consciência corporal para distribuir corretamente o peso do corpo. Mas os benefícios são tanto para quem está em baixo quanto para quem fica em cima. As funções podem ser invertidas ao longo das aulas para desenvolver igualmente as duas habilidades.

A segurança vem do terceiro integrante, chamado de anjo. Ele evita desequilíbrios e quedas, além de auxiliar no alinhamento de posturas. A atividade pode ser realizada por pessoas de todas as idades. "É para todos e desconstrói o padrão de homens fortes embaixo e mulheres magras em cima", explica Ludmila.
  
Além dos benefícios físicos, a técnica fortalece a autoestima e a confiança no parceiro de exercício. Por isso, é bem comum que o acroyoga seja procurado por casais. A fisioterapeuta Fabiana Gonçalves de Sirqueira Lima e o geólogo Maurício Ferreira Guimarães namoram há quatro anos e praticam o acroyoga há três. "É bom ter uma atividade só nossa. É divertido, melhora a confiança, segurança e intimidade", diz Fabiana. Eles fizeram o caminho inverso da maioria das pessoas. O interesse pelo ioga veio depois de iniciar as atividades de acroyoga. "O trabalho não tem muita relação com o peso, mas com o alinhamento e a forma como usamos o corpo", explica Fabiana.

As professoras Ludmila Bigonha (embaixo) e Sabrina Brandão praticam acroyoga há quatro anos: %u201CDe repente, você se vê de pernas para o ar, sustentada por uma pessoa, confiando nela plenamente%u201D, diz Ludmila.(foto: Carina Santos/divulgação)
As professoras Ludmila Bigonha (embaixo) e Sabrina Brandão praticam acroyoga há quatro anos: %u201CDe repente, você se vê de pernas para o ar, sustentada por uma pessoa, confiando nela plenamente%u201D, diz Ludmila. (foto: Carina Santos/divulgação)
A acrobacia acontece nas transições de um exercício para o outro. As posturas e possibilidades são inúmeras e são construídas de acordo com a evolução e a consciência de cada praticante. Como é uma atividade "jovem", muita novidade surge a cada momento. A criatividade é o ponto forte do exercício.

Fernanda Dayrell Silvestre deixou a profissão de engenheira civil para tornar-se professora de vinyasa yoga e acroyoga. "O trabalho promove um desafio diferente das práticas físicas convencionais, pois é feito em equipe e necessita de confiança e entrega", diz. O fato de já ter sido bailarina ajudou também na flexibilidade, consciência corporal e força exigidas pela atividade. Ela dá aula desde 2016, além de promover workshops em várias cidades do Brasil. Fernanda decidiu fazer o curso de acroyoga em 2015, ao se ver desempregada. Pouco tempo depois, voltaram a aparecer oportunidades na engenharia, mas aí já tinha sido contagiada pelas acrobacias nos ares. "É minha paixão", afirma. 

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