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Estado de Minas CIDADE

Você sabe quais são os locais mais antigos de BH?

Alguns lugares vivenciaram os primórdios da capital mineira, que está prestes a completar 122 anos


postado em 09/12/2019 17:22 / atualizado em 12/12/2019 10:11

(foto: Museu Histórico Abílio Barreto/Acervo)
(foto: Museu Histórico Abílio Barreto/Acervo)
Dezessete de dezembro de 1893. Essa foi a data de promulgação da lei que confirmou a transferência da capital do estado de Ouro Preto para o território do então arraial Curral del Rei. No ano seguinte, começaram os trâmites para formar a Comissão Construtora da Nova Capital, que seria chefiada pelo engenheiro Aarão Reis. Tão logo foi anunciada a decisão, profissionais de todo o país, entre eles, arquitetos, engenheiros e operários, passaram a vislumbrar uma bela oportunidade de trabalho.

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Entretanto, como conta o historiador Abílio Barreto em sua obra Belo Horizonte Memória Histórica e Descritiva - História Média, muitos duvidaram que a mudança fosse concretizada. Por outro lado, em meio à descrença de alguns, a ideia foi aplaudida, pois a sede da futura capital do estado oferecia bons ares, algo apreciado no combate a algumas enfermidades. Quatro anos foram necessários para transformar o pacato arraial em um embrião de metrópole.

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Nesse período, alguns lugares passaram a testemunhar os primórdios da capital mineira. Confira quais são e a importância de cada um no dia 12 de dezembro de 1897, data oficial da fundação de Belo Horizonte.

Praça da Estação

(foto: Museu Histórico Abílio Barreto/Acervo)
(foto: Museu Histórico Abílio Barreto/Acervo)
Era pelos trilhos que chegava a maior parte dos materiais necessários para construir as primeiras edificações de BH. Esse é o principal motivo pelo qual alguns historiadores destacam a praça Rui Barbosa, mais conhecida como praça da Estação, como marco zero da capital mineira. Além de tijolos e cimento, ilustres visitantes desembarcaram por lá. É o caso dos reis belgas Elizabeth e Alberto I, em 2 de outubro de 1920. Eles chegaram em vagões especialmente fabricados para a vista. A praça da Estação ficou lotada de curiosos. Contudo, os reis não conheceram o novo prédio da Estação (foto), inaugurado dois anos depois da visita real, substituindo o antigo, erguido em 1898. Foi nesse ano, inclusive, que os moradores puderam ver o primeiro relógio público da cidade.

Praça da Liberdade

(foto: Museu Histórico Abílio Barreto/Acervo)
(foto: Museu Histórico Abílio Barreto/Acervo)
Ela foi construída entre 1895 e 1897 para sediar as primeiras secretarias e o palácio-mor do governo do estado. Por isso, serviu de cenário para importantes acontecimentos políticos e culturais de Minas. Foi ali que o então governador Juscelino Kubitschek, em carro aberto, saudou seus eleitores, em 1955. Milhares de pessoas foram à praça para se despedir do presidente Tancredo Neves, morto em 1985. A tradicional Feira Hippie, hoje na avenida Afonso Pena, também nasceu ali. Vale lembrar que a praça não teve sempre o mesmo desenho. Até 1920, eram jardins arredondados que os visitantes observavam (foto). As formas geométricas atuais foram pensadas pelo paisagista Paul Villon, inspirado nos emblemáticos jardins de Versalhes, nos arredores de Paris. No entorno do lugar ergueram-se residências a serem ocupadas pelos funcionários do estado.

Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem

(foto: Museu Histórico Abílio Barreto/Acervo)
(foto: Museu Histórico Abílio Barreto/Acervo)
A bela igreja da Boa Viagem representa também um importante capítulo dos primórdios da cidade. Talvez, o mais importante. É o que reivindica a Arquidiocese de BH. "Tudo teve como ponto de partida uma pequena imagem portuguesa que chegou aqui em 1714", diz o pároco Marcelo Silva. Ali, há aproximadamente 300 anos, uma capela humilde de pau a pique foi erguida para abrigar a imagem de Nossa Senhora. O lugar, ainda no arraial Curral del Rei, virou ponto de devoção de tropeiros que viajavam por ali. A improvisada igrejinha deu lugar a um novo templo entre 1788 e 1793 (foto), depois demolido para a construção da edificação atual, inaugurada em 1923. Nossa Senhora da Boa Viagem acabou recebendo o título de padroeira de BH. Desde 1936, o templo faz parte do Santuário de Adoração Pérpetua ao Santíssimo Sacramento, que pode ser visitado por fiéis 24 horas por dia.

Igreja de São José

(foto: Museu Histórico Abílio Barreto/Acervo)
(foto: Museu Histórico Abílio Barreto/Acervo)
A matriz de Belo Horizonte foi criada em 1900, mas abriu as portas quatro anos depois. Enquanto estava em obra, a capela curial de Nossa Senhora do Rosário, na rua São Paulo, esquina com avenida Amazonas, é que fazia as honras de matriz da recém-criada capital mineira. Desenhada por Edgard Nascentes Coelho, a igreja de São José tem 60 metros de comprimento e 19 de largura. A famosa escadaria principal que dá para a avenida Afonso Pena foi concluída em 1910. Dois anos depois, o pintor alemão Guilherme Schumacher terminou os trabalhos internos da paróquia. Além de templo de fé no coração da capital mineira, o lugar virou ponto de encontro e do famoso "corta-caminho", já que o pátio da igreja dá acesso às ruas Espírito Santo e Tamoios.

*Publicado originalmente em 12/12/2017

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