Publicidade

Estado de Minas ESPECIAL

Mineiros do Ano 2021 | Sérgio Leonardo

Além de ver seu Galo levantar troféus em série, o advogado criminalista venceu a eleição para a presidência da OAB/MG. Quer, agora, tornar a entidade "plural, democrática e inclusiva"


postado em 25/01/2022 01:01

O recém-eleito presidente da OAB/MG, Sérgio Leonardo:
O recém-eleito presidente da OAB/MG, Sérgio Leonardo: "Foi uma vitória histórica e disruptiva, como será a gestão. Rompemos um ciclo de poder de quase 30 anos" (foto: Pádua de Carvalho/Encontro)
Perfil:

  • Sérgio Leonardo, 43 anos
  • Belo Horizonte (MG)
  • Casado, 3 filhos
  • Formado pela faculdade de Direito da UFMG, é sócio do escritório Marcelo Leonardo e presidente do Conselho Fiscal do Atlético. Foi eleito presidente da OAB/MG para o triênio 2022/2024

Foi difícil para o advogado criminalista Sérgio Leonardo conter a demonstração de felicidade no fim de 2021. Por onde andasse, ele era só sorrisos. Não à toa. Sua esfuziante alegria tem razão de ser. Duas, aliás: os títulos de seu clube do coração, o Galo, que ergueu os canecos do Brasileirão e da Copa do Brasil; e a eleição para a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil - Minas Gerais, para o triênio 2022/2024. Durante a festa no prédio da OAB, Sérgio, cuja família está agora na terceira geração de presidentes - seu avô, Jair Leonardo Lopes, e seu pai, Marcelo Leonardo, já ocuparam o cargo -, fez um discurso emocionado. Lembrou que a eleição havia sido conquistada com muito suor e depois de percorrer vários municípios do estado. Encabeçando a chapa Renova OAB, Sérgio angariou 18.146 votos. Em segundo lugar ficou Luiz Cláudio Chaves, da chapa Ordem com Você, com 17.836 votos. "Foi uma vitória histórica e disruptiva, como será a gestão", afirma. "Rompemos um ciclo de poder de quase 30 anos. Venceram as propostas de uma OAB plural, democrática, inclusiva, diversa e participativa."

A frase de Sérgio Leonardo mostra que ele está atento às demandas de uma época em que não se toleram mais discriminações de qualquer tipo. "Temos de ser contra a misoginia e temos de ser antirracistas todos os dias, todas as horas em que formos chamados a tomar qualquer atitude na sociedade." Sérgio se diz um "advogado militante", o que, segundo ele, é "viver a advocacia 24 horas por dia, sete dias por semana. É ter um senso de responsabilidade de atuar em favor da classe como um todo e de ter a coragem para buscar caminhos para construir pontes e alcançar soluções".

Na cadeira recém-conquistada, ele poderá brigar de forma ainda mais aguerrida pelas melhorias da categoria. "Nosso foco será a defesa das prerrogativas profissionais e dos honorários advocatícios", diz. "Vamos implementar a transformação digital e a transparência total na OAB." Essa preocupação já acompanha Sérgio há algum tempo. Há pouco mais de um ano, quando Encontro o entrevistou para o especial Quem é Quem no Direito em Minas Gerais, ele já falava em resgatar a boa imagem da advocacia criminal, promovendo campanhas de conscientização junto à sociedade.

Apesar da família de advogados criminalistas, Sérgio reconhece que se apaixonou pela especialidade na faculdade de Direito na UFMG. "Nenhum outro advogado sabe o que é a sensação de cumprir um alvará de soltura de alguém que está ilegalmente preso. A gente luta é pela liberdade, que depois da vida, é o bem mais precioso que uma pessoa pode ter." Casado com Liza Guedes, também da área, não esconde o brilho nos olhos quando recebe a pergunta sobre o destino profissional dos três filhos, João Marcelo, de 12 anos; Luís Eduardo, de 10; e José Francisco, de 6. "Coloquei o Código Penal debaixo do berço deles", brinca. Se os pequenos seguirão a carreira, só o tempo dirá. Mas de uma coisa Sérgio já pode se orgulhar. São todos atleticanos roxos como ele. "E agora, bicampeões!"

Os comentários não representam a opinião da revista e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade