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Estado de Minas BEM-ESTAR

Diarreia constante? Pode ser Síndrome do Intestino Irritável

Condição está ligada a certos alimentos e ao emocional


postado em 17/01/2019 12:40 / atualizado em 17/01/2019 12:10

(foto: Pixabay)
(foto: Pixabay)

Diarreia inesperada ou constipação, somados a dores abdominais e cólicas? Se você passa por essas situações, pode fazer parte dos 20% da população mundial que sofrem com a chamada Síndrome do Intestino Irritável, uma das condições que afetam o sistema gastrointestinal.

As reações costumam aparecer após as refeições e o distúrbio, para quem não sabe, pode ter como gatilho eventos emocionais, físicos ou estressantes. "Por isso, recomendamos que o acompanhamento psicológico aconteça paralelamente à contenção dos sinais e desconfortos gerados pela síndrome. Tal medida é, inclusive, fundamental para o controle dos quadros – a atenção aos casos de depressão e ansiedade, por exemplo, é parte da solução da causa deste problema", comenta o endoscopista Tomazo Franzini, da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed).

O especialista lembra que intestino é como um "segundo cérebro". Além disso, a região do hipotálamo no cérebro "principal" é responsável, entre outras funções, pelo impulso de emoções e tem ligação direta com o sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático, cujo principal nervo atua no tubo digestivo. É ele quem estimula a secreção de enzimas, ácidos e fatores digestivos, administrando toda a movimentação do intestino.

O médico explica que existem hormônios e receptores hormonais nos intestinos que são similares aos encontrados no sistema nervoso central. Ou seja, o tubo digestivo tem enervação própria e hormônios que controlam sua capacidade de secretar. Logo, constata-se direta relação entre a emoção registrada no hipotálamo e a movimentação intestinal.

Uma forma de tratar a Síndrome do Intestino Irritável, conforme o endoscopista, é por meio da restrição ou liberação de determinados alimentos – o que é feito individualmente –, e os ajustes da dieta são feitos de acordo com o aparecimento ou não dos sintomas. Porém, de maneira geral, indica-se evitar aqueles que contribuem para a formação de gases, especialmente os carboidratos de difícil absorção, como frutose, lactose, sorbitol, manitol e xilitol.

Alguns dos alimentos ricos nesses açúcares são, por exemplo, repolho, cebola, cogumelos, abóbora, frutas enlatadas, manga, maça, alcachofra, derivados de leite e de trigo – além de chicletes e balas adoçadas artificialmente. Já entre os com baixo teor do carboidrato podem ser citados: melão, uva, frutas vermelhas, frutas cítricas, alface, pepino, tomate, berinjela e leites de amêndoa, de coco e de arroz.

"Ainda, em casos de constipação, é importante aumentar a quantidade de fibra ingerida. Porém, ela deve ser restrita quando há diarréia – neste caso, o foco é em aumentar o aporte de vitaminas e minerais até o intestino regularizar-se", orienta Tomazo Franzini.

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